PSICOLOGIA CONTEMPORÂNEA |
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Segunda-feira, Agosto 13, 2007
Seleção de Pessoal, Psicanálise, Psiquiatria, Sigmund Freud, Jacques Lacan, neurose, sonhos, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, são alguns dos escritos que você encontrará neste site, além de link para lista de filmes que abordam a psicologia e o comportamento humano.
![]() Charcot em seus experimentos com a hipnose. A hipnose foi utilizada também por Sigmund Freud, que participou como aluno das demonstrações de Charcot na França. A partir das conclusões retiradas com o uso da hipnose, Freud começou a elaborar o que mais tarde seria denominado de PSICANÁLISE
Clique no livro de visitas acima e deixe seu recado E-mail: avaliacaopsicologica@gmail.com Márcio Reis Felix de Souza. Psicólogo. CRP 05/24.156 REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO A Sociedade em vivemos, é fruto dos acontecimentos que ocorreram no mundo nos últimos anos.
Desde a Revolução Industrial até os dias atuais, onde vivemos hoje a chamada Revolução da Informação, a Sociedade Moderna conquistou muitos avanços e também inúmeros retrocessos. Um dos avanços que poderíamos citar seria o aumento da faixa etária da população mundial. Devido a evolução dos medicamentos de hoje, as pessoas que têm acesso aos remédios, têm um período de vida mais longo. Se considerarmos o início da era cristã, um homem que vivia na época de Jesus Cristo, nos seus 30 anos de idade, seria considerado como uma pessoa velha. Mas desde a Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1938 e 1945, tivemos várias revoluções de costumes. Dos inocentes anos 50, passando pela rebeldia do final dos anos 60 e início dos anos 70; e nos anos 80, onde fomos cercados pelo culto exagerado ao corpo, muitas coisas aconteceram. O homem que a princípio, pela revolução tecnológica, teria maiores momentos de lazer , fica cada vez mais “entretido” pelo seu trabalho e compromissos. O mercado de trabalho exige cada vez mais das pessoas que estão inseridas nele. Consequentemente, os pais acabam deixando seus filhos, cada vez mais novos, em creches no período de trabalho. Como serão no futuro as crianças que passam grande parte de seus dias em creche, atualmente? Pelo contato cada vez mais cedo com outras crianças e com outras pessoas, que não são seus familiares, serão sem dúvida adultos mais sociáveis. Mas e o restante do desenvolvimento emocional dos pequenos, como ocorrerá? As crianças necessitam da presença do pai e da mãe para se moldarem como pessoas. Como isto virá a ocorrer, levando-se em conta o fato das crianças pequenas ficarem grande parte do dia em creches, recebendo o carinho de seus pais muitas vezes só à noite? Quinta-feira, Junho 07, 2007
PROBLEMAS NA VIDA Recebi o seguinte e-mail e achei interessante:
PSICOLOGIA EM QUADRINHOS Você encontra neste site um link para histórias em quadrinhos sobre Sigmund Freud e a Psicanálise; as aventuras e desventuras do "Analista de Bagé", com seus métodos nada ortodoxos no tratamento de pacientes, quadrinhos de "Carlinhos e sua Supermãe", Charges e desenhos sobre Psicanálise e também algumas charges do Cartunista Henfil.
Domingo, Maio 13, 2007
PSICOLOGIA NO CINEMA Você gosta de cinema? No link abaixo, listagem com filmes que abordam o comportamento humano. CLIQUE AQUI
Ao vermos um filme, rimos, choramos, nos assustamos, nos identificamos com seus personagens e sua história. Dentro dos filmes vemos "pedacinhos" da vida que possuímos, tivemos ou que achamos que seria a ideal.Os filmes podem ser comparados com o material dos sonhos. Assim como os sonhos são a realização de desejos, os filmes têm também esta capacidade de realização de desejos, tanto para os autores que os escrevem, quanto para quem os assistem. Ao falarmos nos espectadores que assistem aos filmes, podemos fazer uma correlação entre os adultos que vão aos cinemas, com as crianças em suas brincadeiras. Nas brincadeiras infantis de heróis, bandidos, mocinhos e vilões, os pequenos tentam igualar seus atos aos dos adultos. Ao vencerem os vilões em seus jogos, possuiriam as mesmas capacidades e seriam tão detentores de poder quanto os adultos, que pelo prisma infantil, realizam tudo que a criança não pode. Vemos exemplos disso nas brincadeiras infantis, e também nos filmes infanto-juvenis exibidos à tarde nas redes de televisão. Da mesma forma, o adulto ao ir ao cinema se identificaria com o mocinho do filme, tendo também poderes ampliados e capacidade assim de realizar inúmeras façanhas, realizações que seriam mais difíceis de se concretizar se ocorressem fora do plano da fantasia.
Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007
O TALENTOSO RIPLEY
Alguns filmes que tratam do tema "doença" mental abordam de forma correta os transtornos emocionais que seus personagens apresentam. Mas em outros, encontramos situações que vem de contra as teorias psicológicas, e o que é observado nos consultórios de atendimento de psicanalistas, psicólogos e psiquiatras. - O TALENTOSO RIPLEY -
![]() No filme "O Talentoso Ripley" (The Talented Mr. Ripley - 1999), o personagem principal, vivido por Matt Damon, apresenta características de personalidade perversa. Neste tipo de personalidade, as pessoas vêm a obter satisfação de maneira diferente da satisfação sexual direta. O personagem deste filme não se envolve de fato com nenhuma pessoa, mesmo vindo a usar de sedução com outros personagens do filme para alcançar seus objetivos. Sua forma de obter prazer é através dos golpes que aplica no filme nas pessoas. - O RETORNO DO TALENTOSO RIPLEY -
![]() Mas na continuação deste filme, "O Retorno do Talentoso Ripley" (Ripley's Game - 2003), Ripley, agora mais velho, vivido pelo ator John Malkovich, continua a aplicar golpes em outras pessoas, mas nesta seqüência ele tem relacionamento afetivo com uma companheira, o que iria de contra a primeira parte da história, pois Ripley não tinha relacionamentos afetivos reais. FILMES DA SÉRIE "O SILÊNCIO DOS INOCENTES"
- HANNIBAL -
![]() Nos filmes que contam as histórias de Hannibal "Cannibal" Lecter, encontramos no personagem outro caso de estrutura perversa. Foram lançados três filmes com o ator Anthony Hopkins vivendo o personagem principal até o momento: O Silêncio dos Inocentes (1991), Hannibal (2001) e Dragão Vermelho (2002). Em 2007 foi realizada uma seqüência da história de Lecter, chamada Hannibal - A Origem do mal, sem a presença de Hopkins no elenco do filme. Em Hannibal (2001), ele volta a se encontrar com a agente Clarice Sterling (vivida nesta seqüência por Julianne Moore). Hannibal e Sterling em determinada cena deste filme se encontram algemados e em situação de fuga. E Hannibal vem a cortar o seu próprio braço para que pudesse escapar. Bem, isso seria impossível, levando em conta as teorias da psicologia. O perverso, que é de personalidade extremamente narcisista, não cortaria seu braço, se mutilando. Ele iria mutilar quem estava algemado a ele, Sterling, de forma que ele próprio não saísse em desvantagem naquela situação. Mas muito do que vemos em filmes de suspense nem sempre é real, são narrativas elaboradas para causar maior impacto nos filmes. A estrutura perversa de personalidade foi estudada por Sigmund Freud em algumas partes de sua obra. Sendo de interesse, o internauta pode se aprofundar sobre o assunto lendo o Volume VII da Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (IMAGO EDITORA), onde consta o artigo "Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade". A leitura de Freud para pessoas que se iniciam na psicanálise pode ser densa, mas de qualquer maneira torna-se compreensível se for assimilada aos poucos. FILMES DE STEVEN SPILBERG
O Cineasta Steven Spilberg contribui com sua vasta filmografia para escrever a história do cinema norte-americano moderno. Filmes como E.T., Guerra dos Mundos, Minority Reporty são apenas alguns poucos exemplos de seus vários trabalhos de renome. Gostaria aqui de falar um pouco sobre dois filmes específicos de Spilberg: Encurralado (Duel - 1971) e Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind - 1977). Se levarmos em conta os aspectos psicológicos dos dois filmes, além, é claro, de suas tramas envolventes, podemos perceber dois tipos de pensamentos com as quais o Cineasta desenvolve estes roteiros com grandiosidade: a paranóia e a idéia obsessiva. - ENCURRALADO -
![]() Em Duel - Encurralado, o personagem que dirige seu carro por estradas pouco movimentadas dos Estados Unidos se vê perseguido por um caminhão, aparentemente sem motivo. Spilberg trabalha aí com o sentimento de perseguição, mais precisamente, a PARANÓIA, comum em muitos filmes de ação norte-americanos, fazendo sucesso não só nos Estados Unidos, como nos demais países onde são exibidos. Mas por que este tipo de filme faz tanto sucesso? Poderíamos pensar no princípio que defendeu o Psicanalista Jacques Lacan, que as crianças pequenas, conforme vão crescendo, são moldadas, configuradas a partir do desejo dos demais, e não de seu próprio desejo, como seria mais simples de imaginar. Quando somos pequenos, nos é dado o nome escolhido por nossos pais, estudamos nos colégios determinados por nossos pais, tios, avós, etc, ficando pré-dispostos a sermos avaliados com conceitos bons ou não por nossos professores. A idéia que possamos estar sendo observados e sendo moldados pelo desejo do Outro - necessitando da apreciação dos demais - faz parte da mente humana, daí o porquê do sucesso que este tipo de filmes de perseguição faz mundo afora. - CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU -
![]() Já Contatos Imediatos do Terceiro Grau aborda outro tipo de assunto: as IDÉIAS E COMPORTAMENTOS OBSESSIVOS. Em Contatos Imediatos ... o personagem de Richard Dreyfuss, após entrar em contato com um grupo de OVNIs, demonstra um pensamento fixo sobre a imagem de uma montanha, a qual nunca havia visto. Esta idéia fixa, no caso deste filme, foi originada pelo contato com as naves espaciais, mas no mundo real este tipo de idéia persistente é geradora de certos comportamentos que muitas vezes não são compreendidos facilmente. Certas idéias, repetidas inúmeras vezes na mente das pessoas sobre um assunto específico, podem provocar alguns comportamentos considerados "estranhos", como por exemplo, verificar portas e fogões inúmeras vezes durante o dia para se ter certeza de que se está seguro. TERROR E SEXUALIDADE
- SEXTA-FEIRA 13 -
![]() Você já reparou que na série de filmes "Sexta-Feira 13", "A Hora do Pesadelo" etc, os adolescentes são atacados pelos seres sobrenaturais do filme, nos momentos que estão tendo uma relação sexual? Isto poderia ser explicado por sentimento de culpa que em certos momentos vêm à mente das pessoas no momento de uma relação sexual: no momento do sexo - no caso destes filmes, pelo fato de que estariam fazendo algo de errado, os adolescentes são punidos pelas criaturas sobrenaturais dos filmes, no momento do ato sexual. De certa forma, este tipo de filme reforça a idéia de que sexo não seria algo bom de ser realizado, sendo algo proibido, passível de punição ou algo parecido. Filmes de Steven Spilberg, Terror e Sexualidade, escritos por Márcio Felix, Psicólogo.
VOCÊ PODE LER ALGUNS PENSAMENTOS PARA REFLEXÃO CLICANDO AQUI Segunda-feira, Janeiro 15, 2007
MEDINDO ANSIEDADE Neste post você encontra link para o Blog da Psicóloga Comportamental Flávia de Abreu Augusto Paes, Mestranda em Psicologia pela PUC/RJ, em trabalho com a Escala de Ansiedade (HAM-A).
Segunda-feira, Outubro 09, 2006
SELEÇÃO DE PESSOAL I - O que pode ser verificado em uma avaliação para emprego
Quando é verificada também a parte psicológica do candidato ao emprego, estes dados podem ser levantados de várias maneiras: Jogos, Simulações, Dinâmicas de Grupo, Entrevistas, Testes Psicológicos, etc.
- Dúvida
Em se tratando de outro tipo de avaliação, que conste de prova de exercício físico, por exemplo, onde a pessoa precisa fazer um determinado número de flexões de braço ou correr certa distância em tempo pré-definido, aqueles que não conseguirem ser aprovados não significaria, necessariamente, que estejam com algum problema sério de saúde, mas que talvez não tenham obtido o índice mínimo de pontos necessário para a sua aprovação. Ou ainda, que outros candidatos tenham obtido pontuação maior que aquele que não foi considerado aprovado.
Reprovação em entrevista para emprego não significa que a pessoa não tenha possibilidade de ser contratada para um trabalho posteriormente. Procure melhorar seus conhecimentos com cursos que o mercado de trabalho valorize, para ter maiores chances em avaliações futuras para emprego. Em certas situações, a falta do uso de óculos de grau, a má alimentação ou o fato do candidato ter dormido poucas horas na noite anterior, podem interferir em seus resultados.
O nervosismo com a situação de ser avaliado também pode influenciar, mas lembre-se que os demais que buscam uma vaga também vão estar nervosos no momento da Entrevista, Dinâmica de Grupo ou execução de algum Teste. Observe isso ao fazer avaliação para um emprego.
- Organizações no Século XXI TOM PETERS FALA SOBRE O CAOS NAS ORGANIZAÇÕES E NA VIDA DAS PESSOAS *Publicado em CRA-RJ. Administração. Março/Abril de 2004. Nº 60, página 04. Considerado o mais revolucionário guru da Administração, o americano Tom Peters, conhecido por mudar radicalmente sua visão ao longo do tempo e por afirmar que não existem respostas certas no mundo corporativo, em entrevista publicada pela REVISTA VEJA, fala do caos que tomou conta das empresa e da influência da Internet e da organização virtual nas empresas modernas. Explica como a velocidade das mudanças está influenciando não só nas organizações, mas principalmente na vida das pessoas e nações. Para ele, não existem mais fórmulas precisas para gerenciar uma organização.
SELEÇÃO DE PESSOAL II - As melhores Empresas para trabalhar - REVISTA EXAME E VOCÊ/SA - EDIÇÃO 2006 REVISTA EXAME REVISTA VOCÊ SA A Masa é a primeira colocada da 10ª edição do guia Melhores Empresas Para Você Trabalhar, elaborado pelas revistas Exame e Você S/A, da Editora Abril, em agosto de 2006. Em parceria com a Fundação Instituto de Administração, ligada à Universidade de São Paulo, o projeto avaliou 502 companhias do país e listou as 150 melhores.
Artigo publicado em http://noticias.uol.com.br/empregos/pesquisas/melhores_trabalhar.jhtm, acessado em 12/11/2006. - Daniel Godri
Domingo, Julho 16, 2006
ESCRITOS I Qual, dentre outros, o motivo de muitos homens gostarem de jogar e assistir futebol? O jogar bola seria, além do esporte em si, também uma forma inconsciente de expressão de masculinidade. O fato de caber ao homem, pelo menos classicamente, a parte ativa de um relacionamento sexual, isso teria seu equivalente no jogo de Futebol, pois o jogador age de forma atuante e vigorosa em campo, assim como se comporta também de forma ativa no ato sexual com sua companheira. Os integrantes disputam a bola, assim como os homens buscam e disputam o sexo oposto. A forma atuante de se jogar Futebol teria como um equivalente, de forma simbólica, a sexualidade masculina.Mas por que motivo,muitos homens preferem em determinado momento, deixar suas esposas / namoradas sozinhas e jogar bola com os amigos? Bem, uma das explicações poderia ser que, além de uma disputa com outros em torno de uma conquista, neste caso, a vitória no jogo, poderíamos considerar também que o grupo de homens reunidos no Futebol, seria uma procura pelos seus semelhantes, como forma necessária de identificação com outros do mesmo sexo, um "Clube do Bolinha". A identificação é um mecanismo necessário na personalidade das pessoas, acontecendo de várias maneiras em nosso dia-a-dia.
Foto: Jogo de futebol, http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2003/11/13/ult59u77431.jhtm. - O que leva as crianças pequenas... Se você já andou de trem ou foi a um parque público, já deve ter observado que as crianças, como forma de brincadeira, ficam girando em torno das barras que os passageiros se seguram nos trens ou dos postes de iluminação dos parques. Mas por que isto acontece?
Desenho de criança, www.campo.org.br/educinfan_noticias028.htm - Salões de leitura e salas de aula
Você já reparou que ao irem a um salão de leitura grande, que os primeiros a chegarem sentam-se geralmente nos cantos da sala, perto das paredes, e não no centro do salão? Isto acontece por que as pessoas que chegam ao salão primeiro por não querer se expor demasiadamente, usam as paredes como um dispositivo de " proteção", um apoio para se sentir mais segura, resguardada diante de um local desconhecido ou estranho. Ficando próximas às paredes, teriam simbolicamente onde se apoiar, sentindo-se seguras.
Foto de sala de aula, www.fec.unicamp.br/foto32.html
- Satisfação afetiva, trabalho e lazer
Foto pessoa relaxada, www.numina.org.br/paginas/centroestudos/artigos/artigos.htm - Adolescência
Foto grupo de estudantes, www.adolescentesxlavida.com.ar/adolescencia.htm
Domingo, Junho 11, 2006
ESCRITOS II Consideremos os presídios que existem ao redor do mundo. A maioria das pessoas que lá se encontram presas são aquelas que cometeram algum crime.
Ou o normal seria o conjunto de funcionários que não se encontram lá para cumprir uma decisão judicial?
Por ser bastante moldável, a idéia de normalidade muitas vezes depende do que for pré-estabelecido, do mais comum ou do que é considerado como mais aceito.
Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Editora Nova Fronteira, o significado de normal e de sua palavra derivada, norma, é:
E diz:
Foto de Hermann Rorschach, www.rorschach.com
Há casos em que alguns pacientes apresentam sofrimentos de ordem emocional, mas não têm interesse em buscar sua melhora, pois o ganho que têm por estarem doentes é maior do que fossem mais felizes emocionalmente.
Peguemos por exemplo uma esposa que não receba maior atenção do marido e familiares.
Nesse caso esta condição pode estar sendo mantida pela paciente, pois ao receber a atenção de que necessitava, não teria interesse inconsciente em sua própria recuperação, de forma que continue assim a ter os carinhos e cuidados que não teria mais se deixasse de ter febre.
Problemas de ordem emocional podem ter características bem sérias, gerando um grande mal-estar para quem os possui, mas a recuperação se torna mais complicada se junto disso ocorre algum ganho por se estar sofrendo, por pior que seja seu sofrimento.
Desenho lagartixa, retirado de www.poupe.zip.net/arch2004-02-01_2004-02-07.html
PSICANÁLISE - SIGMUND FREUD
Voltemos ao final do Século XIX. Verificamos que a sociedade daquela época era demasiadamente conservadora em relação aos costumes e comportamento dos seus integrantes. Por causa disso, o momento se mostrou propício para que houvesse mudanças que rompessem com o que estava estabelecido até então.
Freud, como algumas pessoas não sabem, iniciou seus estudos na carreira de médico neurologista, sua formação acadêmica. Mas durante seu trabalho, verificou que certos sintomas apresentados por alguns pacientes não tinham como explicação uma causa física. Em determinados tipos de paralisia por exemplo, em certo casos, toda parte física demonstrava bom funcionamento, mas mesmo assim, esses pacientes não conseguiam andar.
Mas como remover então os sintomas de quem tinha medo de sair de casa, de freqüentar lugares públicos, de cavalos e de viagens de trêm, dentre outros?
Ele verificou que tais palavras vinham de um lugar onde ficam armazenadas, um lugar fora da consciência, não definido pela ciência até então, o qual Freud chamou de INCONSCIENTE. Este lugar sempre existiu na mente das pessoas; coube a Freud "apenas" identificá-lo.
Mas para o tratamento da neurose dos pacientes, qual seria a importância do Inconsciente se manifestar?
Neste instante, abre-se espaço para uma pergunta:
Sim. Quando olhamos em um aparelho de microscópio, um simples inseto pode parecer ameaçador, mas não passa de algo pequeno ampliado várias vezes. Isso também ocorre com os fenômenos da mente. O que em alguma época do passado da pessoa foi percebido como desagradável e por isso subtraído de sua mente, no decorrer na Análise volta à tona, verificando-se que mesmo sendo algo de difícil aceitação, foi considerado ameaçador apenas no passado do indivíduo, não tendo a mesma intensidade na atualidade.
Posteriormente recebeu influências de outro colega, Josef Breuer, que utilizava a hipnose para aliviar determinados sintomas de pessoas doentes. Depois de algum tempo trabalhando em conjunto, Freud e Breuer se desentenderam do ponto de vista teórico, o que levou Freud a seguir caminho sozinho.
Com o passar dos anos e com o aumento do prestígio do método que criou, a Psicanálise, Freud angariou atenção de vários outros médicos, tais como Carl Abraham, Alfred Adler, Ernest Jones ( que posteriormente seria o autor da biografia do próprio Freud ) Sandor Ferenczi, Otto Rank, Hanns Sachs e Carl G. Jung, este último o primeiro do grupo que não era de origem judaica e o escolhido até certa época por Freud para ser seu sucessor.
A obra de Sigmund Freud é traduzida em várias línguas, além do original em alemão, tendo versão atual editada no Brasil 24 volumes, sendo 23 volumes com escritos e 1 volume de índices e biografias.
- CRONOLOGIA DA VIDA DE SIGMUND FREUD
Quarta-feira, Abril 05, 2006
PSICANÁLISE - JACQUES LACAN
- BIBLIOGRAFIA DE JACQUES LACAN
Sábado, Fevereiro 25, 2006
PSICANÁLISE, TÉCNICAS PROJETIVAS, TESTE PALOGRÁFICO, SONHOS - Técnicas Projetivas
Dinheiro=Fezes=Bebê Economia financeira e de afeto=Retenção do bolo fecal
Como foi dito anteriormente, o Inconsciente mantém informações de fatos ocorridos em nossas vidas, que nos causam certo desconforto, afastados de nossas mentes. Ao dormirmos, o mecanismo que mantém esse conteúdo indesejado de idéias distante (repressão) se enfraquece, permitindo que o que se encontra longe de nosso conhecimento consciente venha à tona durante os sonhos.
Também ao dormirmos o fato de sonharmos que já estamos acordados, e que estamos de pé por exemplo, é uma forma de diminuirmos nossa ansiedade de não termos acordado realmente como gostaríamos. Pensamos: Bem, já que (no sonho) estou acordado e já me levantei, posso ficar deitado e dormir mais um pouco, então.
Técnicas Projetivas, Teste Palográfico, Sonhos, escrito por Márcio Felix, Psicólogo.
PSICANÁLISE E DESENVOLVIMENTO PSICO-SEXUAL
DESENVOLVIMENTO PSICO-SEXUAL Desde o nascimento até a morte, as pessoas vão se desenvolvendo física e mentalmente, passando do momento que se é criança, para a fase da adolescência, posteriormente para a vida adulta, finalmente chegando à velhice. Assim como no desenvolvimento físico e o intelectual, amadurecemos também na esfera psíquica-sexual, evoluindo de fase em fase até o amadurecimento total do sujeito. Em cada uma dessas fases, existe uma fixação em determinada zona erógena, até que finalmente a forma de obtenção de prazer se situa no órgão sexual dos indivíduos. Mas para isso acontecer, precisamos vivenciar outras fases anteriormente, desde criança à adolescência, que segundo Sigmund Freud, são as seguintes: Fase Oral Nesta fase, o bebê obtém seu sustento vital/alimentação, através da boca. Neste momento ele não sabe que há uma separação entre o seu corpo e o de sua mãe, achando que tudo é um único corpo só, assim como não diferencia as divisas de seu corpo com o resto do mundo. Quando bebês temos como forma de obtenção de prazer o ato de nos alimentarmos, sendo prazeroso quando sugamos o seio de nossas mães, sendo este sentir de sugar o seio, dentre os outros, a maneira de contato com o mundo, ou seja, através da mucosa bucal. Mais tarde a criança também tem prazer ao morder o que vê pela frente, sendo algo também característico desta fase. A satisfação que as pessoas têm quando adultas em beijarem-se, é decorrente desta época inicial de nossas vidas. Fase Anal Nesta fase as crianças têm prazer no ato de prender e/ou evacuar suas fezes. Ela neste instante já diferencia o que é ela (criança) e o que é o mundo externo. O prazer com a mucosa da boca continua existindo, mas prevalece neste momento o prazer ligado à evacuação. Muitas vezes esta fase é dotada de um ritual, onde os pais acompanham e torcem para que seu bebê faça suas necessidades, e para a criança suas fezes seriam como um primeiro presente, sendo dado aos seus pais. A criança pode usar deste ato para controlar seus pais, retendo suas fezes como forma de deixar seus pais preocupados, obtendo assim maior atenção destes. Ou ainda, se a criança, do ponto de vista da mãe, agir corretamente e defecar, receberá um elogio desta, tendo assim um "lucro" por ter defecado, o elogio. Pessoas que na fase adulta são muito avarentas com seu dinheiro, quando crianças têm grandes chances de terem sido controladoras em relação à suas fezes. Fase Fálica Tanto o menino quanto a menina neste momento não reconhecem ainda a diferenciação anatômica (genital) entre os sexos, sendo que os dois reconhecem apenas a presença do falo ( pênis + capacidade/poder) como órgão único para os dois sexos. As diferenças genitais são negadas nesta época. Depois de certo tempo, ainda nesta fase, as crianças começam a perceber suas diferenças anatômicas através das observações do dia-a-dia. Psicanaliticamente, o menino, detentor do falo, vai se sentir engrandecido, possuidor de maior potencialidade que a menina, justamente por ter o pênis. Já a menina vai se sentir inferiorizada, pois não possui também este instrumento de poder (falo). Aí entra uma pergunta: Por que geralmente não lembramos bem das fases iniciais de nossas infâncias? Isso se dá por que a percepção da presença ou não do pênis é algo sério na vida de todos, que a partir da conclusão da existência do pênis como apenas um dos órgão sexuais possíveis, a partir de uma castração simbólica efetuada pelos pais, censuramos a maioria das lembranças destas três fases, não nos lembrando muito como era nossa vida antes dos cinco, seis anos de idade. Período de Latência A partir deste momento as crianças deixam de lado os interesses sexuais, se preocupando com o mundo de forma geral, com a sua socialização. Diminui aí o interesse pelas questões sexuais, que voltará no período seguinte. Fase Genital Aos dez/onze anos de idade, as crianças voltam a demonstrar interesse maior por questões sexuais. A castração simbólica ocorrida durante a Fase Fálica vai agora direcioná-las à procura pelo sexo oposto fora de seus lares de origem. Com o amadurecimento do organismo, que nem sempre é acompanhado por amadurecimento mental, vem a possibilidade dos adolescentes terem relações sexuais de forma efetiva; o que antes ocorria apenas no plano imaginário, agora pode se realizar concretamente, fora apenas de suas imaginações e desejos. FIXAÇÃO EM FASES DO DESENVOLVIMENTO PSICO-SEXUAL. Segundo Sigmund Freud, os problemas emocionais são causados por uma fixação em uma das fases do desenvolvimento psico-sexual situada antes da fase fálica. Sendo geralmente muito difícil que escapemos de tal fixação em alguma dessas fases, todos sofrem, pelo ponto de vista da Psicanálise, de algum problema de ordem emocional. Tais fixações distribuem os seres humanos em três tipos de sujeitos, ou seja, o neurótico, o psicótico e o perverso. Mesmo a pessoa mais bem-resolvida seria portadora, pelo menos, de alguma neurose. Mas existem problemas emocionais maiores e outros menores. Os problemas emocionais que podem atrapalhar muito as pessoas em seu dia-a-dia são os que a Saúde Mental deve trabalhar, não os que fazem o ser humano viver uma existência emocional com poucas, mas suportáveis atribulações. Quando estão em momentos de maiores crises do ponto de vista emocional, as pessoas podem procurar ajuda em um tratamento psicanalítico, ou, se necessário, em tratamento psicanalítico junto a tratamento médico. Desenvolvimento Psico-Sexual e Fixação em Fases do Desenvolvimento Psico-Sexual, escritos por Márcio Felix, Psicólogo. PSICANÁLISE E A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS A tabela abaixo procura demonstrar a relação dos transtornos emocionais classificadas por Sigmund Freud no início do século XX com a atual CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS, o CID-10, que ao lado do DSM-IV, é um código que procura classificar as doenças emocionais no homem.
O quadro de "Equivalência da Classificação de Freud em 1924 com a atual classificação do CID-10", foi elaborado pela Professora de Psicologia, Márcia Vasconcellos, Pós-Graduada em Psicanálise. A Psicóloga Márcia Vasconcellos realiza cursos preparatórios para concursos públicos a profissionais da área de psicologia. Mais detalhes, clique aqui. PSI o que?
Publicado na edição nº 258, de março de 2005 da revista SAÚDE É VITAL, página 64. Editora Abril. Reportagem de JULIANA PARENTE. ![]() "Psicólogo, Psicanalista ou Psiquiatra, antes de decidir a qual dos três pedir ajuda, saiba as diferenças entre eles: O primeiro fez faculdade de psicologia e está apto a trabalhar com qualquer tipo de terapia, incluindo psicanálise. Já os psicanalistas são profissionais de qualquer área - psicólogos, médicos, pedagogos etc. - que fizeram um curso específico sobre o modelo de análise criado por Freud. Por fim, os psiquiatras são médicos ... e os únicos aptos a receitar medicação durante um processo psicoterápico." E, segundo o "Vocabulário da Psicanálise" de Laplanche e Pontalis ( Editora Martins Fontes - São Paulo - 2001. Página 393 ) : A) No sentido amplo, qualquer método de tratamento dos distúrbios psíquicos ou corporais que utilize meios psicológicos e, mais precisamente, a relação entre o terapeuta e o doente: a hipnose, a sugestão, a reeducação psicológica, a persuasão, etc; neste sentido, a psicanálise é uma forma de psicoterapia. B) Num sentido mais restrito, a psicanálise é muitas vezes contraposta às diversas formas de psicoterapia, e isto por uma série de razões, particularmente a função primordial da interpretação do conflito inconsciente e a análise da trasferência que tende à solução desse conflito. C) Sob o nome de "psicoterapia analítica" entende-se uma forma de psicoterapia que se apóia nos princípios teóricos e técnicos da psicanálise, sem todavia realizar as condições de um tratamento psicanalítico rigoroso. PSIQUIATRIA I ![]() Gravura de Philippe Pinel (1745 - 1826) no atendimento de seus pacientes.
REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL
- Reforma Psiquiátrica Os Hospitais Psiquiátricos já há algum tempo não são considerados como a melhor forma de tratar a doença mental. Este tipo de internação agrava o estado do paciente, causando assim comprometimentos maiores. A Reforma Psiquiátrica Brasileira avançou longos passos no ano de 2001, com a promulgação da lei do Deputado Paulo Delgado, que determina a extinção gradativa dos Hospitais Psiquiátricos, sendo substituidos por outras formas de atendimento, tais como CAPS, clubes de lazer assistido, locais de trabalho protegido, associações de pacientes e familiares, etc. Nestes locais, os portadores de doença mental podem passar o dia em vários tipos de atividades terapêuticas, indo dormir à noite em suas casas. ![]() Paulo Delgado, autor do projeto da Lei de Reforma Psiquiátrica Segue abaixo a Lei nº 10.216, que trata deste e de outros assuntos pertinentes a quem tem sofrimento psíquico, seus parentes e para a sociedade em geral. - Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental. O PRESIDENTE DA REPÚBLICA. Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei: Art. 1º Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra. Art. 2º Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo. Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental: I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades; II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade; III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração; IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas; V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária; VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis; VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento; VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis; IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental. Art. 3º É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais. Art. 4º A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes. § 1º O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio. § 2º O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros. § 3º É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2º e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2º . Art. 5º O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo, assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário. Art. 6º A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos. Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica: I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário; II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça. Art. 7º A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente. Art. 8º A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento. § 1º A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta. § 2º O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento. Art. 9º A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários. Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência. Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de Saúde. Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão nacional para acompanhar a implementação desta Lei. Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação. Brasília, 6 de abril de 2001; 180º da Independência e 113º da República. FERNANDO HENRIQUE CARDOSO. José Gregori. José Serra. Roberto Brant. Segue-se agora conto de autoria de nosso escritor maior, Machado de Assis, que trata de um asilo psiquiátrico antes da época de criação da Psicanálise. Para ler o conto "O Alienista", CLIQUE AQUI * - O artigo abaixo foi retirado do Site http://www.pol.org.br/noticias/materia.cfm?id=451&materia=729, acessado em 12 de outubro de 2005. ![]() Foto: Site Psicologia On Line " 07.10.2004 NÃO À UTILIZAÇÃO DE ELETROCHOQUES (ECT) NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE SOFRIMENTO MENTAL Os usuários de saúde mental, ao definirem a Carta de Direitos e Deveres dos Usuários, em 1993, posicionam-se contra o uso do eletrochoque. Também a III Conferência Nacional de Saúde Mental aprovou Moção exigindo o fim do uso do ECT em portadores de sofrimento mental. A despeito disso, ainda permeia, no discurso psiquiátrico, a tentativa de reabilitação desta prática desumana, com base em preceitos meramente técnicos. A discussão preponderante, no entanto, é : esta não é uma questão técnica, mas ética! Os usuários não querem mais esta técnica, não a aceitam de forma alguma! Cabe à Psiquiatria pesquisar e encontrar recursos e técnicas eficazes e humanas de tratamento do sofrimento psíquico! Os usuários de saúde mental estão convencidos e estão gritando para a sociedade que o eletrochoque é um método obsoleto, retrógrado, violento e indesejável. A Psiquiatria, ao enfatizar o uso do ECT , retroage a métodos, secularmente ultrapassados, de tratamento comprovadamente violentos, que remontam aos tratos com a saúde de princípios do século passado: a evolução desejada dos métodos, deve ser aliada à ética; ciência sem ética mata! O ECT é violento e indesejável. Eletrochoque?! Não, obrigado! ... imagine na sua cabeça! Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios / BA Movimento dos Usuários da Saúde Mental / BA Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial Apoio: Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia." * - O artigo abaixo foi retirado do Site http://www.pol.org.br/noticias/materia.cfm?id=451&materia=729, acessado em 12 de outubro de 2005. ![]() Foto: Site Psicologia On Line " 10.10.2005 CARTA ABERTA AOS PROFESSORES ( E ALUNOS ) DA DISCIPLINA DE PSICOPATOLOGIA Senhores professores, Senhores alunos, Supondo que o móvel daqueles que ensinam e dos que querem aprender, no ambiente de uma universidade, esteja calcado numa relação sincera e ética para com este objetivo, entendemos adequado e oportuno dirigirmos a vocês as nossas interpelações sobre as práticas adotadas no ensino da disciplina de Psicopatologia, que tem como modalidade a apresentação do enfermo, ou a chamada entrevista psicopatológica, a qual pressupõe a utilização dos pacientes selecionados entre internos em hospitais psiquiátricos, que são submetidos ao escrutínio do professor, diante de um grupo de aprendizes, para o assinalamento dos sintomas e dos quadros psicopatológicos. Não faz mal lembrar a todos que hoje se encontra sobejamente documentada e disponível a todos uma vigorosa produção bibliográfica de natureza histórica, profundamente reveladora das opressivas condições sociais possibilitadoras da produção dos saberes e práticas médico-psicológicas acerca da loucura. De tal produção fica patente, sem pretender julgar moralmente o passado, que estes saberes e práticas, ainda que produzidos por motivações supostamente humanitárias, foram constituídos num regime de poder e opressão, segregador e silenciador da loucura, com forte compromisso com a ordem social, em detrimento ao respeito aos direitos e à dignidade dos supostos beneficiários do seu desenvolvimento. Marcada pelo signo da violência, que converteu uma parcela da humanidade em meros objetos de interesse científico, desqualificando sistematicamente todas as palavras e atos deste grupo, a produção do discurso psicopatológico como a verdade positiva sobre a sua experiência é tributária das condições institucionais do seu encarceramento manicomial, sempre justificado como necessário à boa ordem social e ao bom desenvolvimento da ciência. Cumpre assinalar que a condenável prática de apresentação do enfermo está a priori baseada numa relação desrespeitosa com a dignidade dos sujeitos. Nesta circunstância, estes são expostos à mera curiosidade acadêmica, numa desigual e assimétrica relação de poder social, sem considerar os seus direitos à intimidade e à privacidade, servindo a interesses que não lhe beneficiam pessoalmente de qualquer modo, já que tais apresentações não se inserem em nenhuma de suas necessidades terapêuticas. A formação que tem sido possibilitada por meio deste tipo de prática, além de questionável desde o ponto de vista ético e igualmente pedagógico - por insuficiente e infrutífera para a aprendizagem dos estudantes - encontra-se na contra-mão da política oficial da Saúde Mental do país, não respondendo às exigências da formação de recursos humanos adequados às necessidades da Reforma Psiquiátrica Brasileira. E, neste contexto, o que é mais grave: a sua manutenção atenta frontalmente contra vários dispositivos legais, tais como o Artigo 5°, incisos III e X da Constituição Federal; o Artigo 2°, incisos II , III e VIII, e o Artigo 11° da Lei Federal 10216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos dos portadores de transtornos mentais , além de agredir também a vários aspectos do que está disposto nos Princípios para a Proteção de Pessoas Acometidas de Transtorno Mental, da Organização das Nações Unidas - ONU, de 1991, e a vários dos princípios consignados na Carta de Direitos dos Usuários e Familiares de Serviços de Saúde Mental, de dezembro de 1993, além de contrariar também os aspectos previstos nas Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas envolvendo Seres Humanos estabelecidas pela Portaria n° 196/96, do Conselho Nacional de Saúde. A utilização do espaço dos anacrônicos hospitais psiquiátricos como campo de prática para a formação de profissionais de Saúde Mental não mais se justifica. Frutos do empenho de vários setores da sociedade brasileira, já existem hoje no Brasil mais de 600 unidades públicas oficiais que oferecem atendimento psicossocial aos portadores de transtorno mental. Estes estabelecimentos, que têm como pilar fundamental o dever de promover a cidadania dos seus usuários, a ampliação de sua autonomia e o compromisso de contribuir decisivamente para a sua inserção social, colocam-se como o espaço privilegiado para as práticas docentes assistenciais. Nestes serviços substitutivos, CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), Hospitais-dia, Moradias-protegidas, Centros de Convivência, são amplas as possibilidades de práticas de ensino e produção de conhecimento sobre as dinâmicas subjetivas dos sujeitos ali atendidos, inclusive acerca dos aspectos vinculados às suas expressões sintomáticas. Entretanto, o acesso a tais expressões fica condicionado a que as mesmas não sejam tomadas como meras expressões bizarras do funcionamento psíquico do usuário, mas sim como uma ponte para a produção dos sentidos e significados organizadores de sua experiência vivida. Nestes ambientes, certamente não serão tolerados os modos ligeiros dos contactos superficiais, utilitários e descompromissados com os sujeitos, tal como se caracteriza a prática de apresentação do enfermo que ocorre nos manicômios atualmente. Em compensação, os vínculos estabelecidos pelos professores e estudantes, com os serviços e suas clientelas excederão em muito na qualidade, o entendimento e a compreensão da dinâmica da experiência destes sujeitos em seus variados modos de expressão. Aos estudantes, conclamamos que se rebelem contra o comodismo conservador dos mestres que insistem nesta tradição decadente e oferecem apenas uma versão caricata, institucionalmente deformada, das experiências do sofrimento humano de pessoas assim reduzidas à condição de meras cobaias para uma aprendizagem acadêmica. Rebelem-se! Não aceitem que, por injunções burocráticas, o ensino da Psicopatologia possa estar descolado das demais aprendizagens fundamentais que possibilitam a convivência e o manejo adequado das relações terapêuticas em beneficio dos sujeitos atendidos. Não aceitem o afrouxamento da Ética em prol do pragmatismo burocrático daqueles que têm a responsabilidade de organizar as condições dignas do ensino-aprendizagem. Estimamos que vocês, na condição de profissionais futuros, mobilizem-se e reivindiquem das suas Faculdades e dos seus professores o urgente estabelecimento das condições adequadas para a qualidade de um verdadeiro processo de formação. Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios/Bahia. Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial Associação Brasileira de Ensino de Psicologia Conselho Federal de Psicologia " Clique aqui para acessar a versão em PDF da CARTA ABERTA AOS PROFESSORES ( E ALUNOS ) DA DISCIPLINA DE PSICOPATOLOGIA Você gostaria de obter maiores informações sobre temas ligados à Psicopatologia, Enfermagem Psiquiátrica, Transtornos de Humor, Estresse, Saúde e Cultura, Epidemiologia Clínica, CID - 10, DSM - IV, dentre outros assuntos? Então visite o Site PSIQUIATRIA GERAL, que fala sobre estes e vários outros assuntos ligados à Saúde Mental. CLIQUE AQUI. PSIQUIATRIA II LOUCURA CONTRA A LOUCURA, por Guilherme Freitas e Tiago Carvalho. NO MÍNIMO REPORTAGEM.
SITE - NO MÍNIMO - Retirado de http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=54&textCode=21751&date=currentDate&contentType=html Acessado em 05/04/2006. ![]() Máquina de eletrochoque: símbolo de um passado de maus tratos.
05.04.2006 O prefeito, o vice-prefeito e o secretário de Turismo dançam de mãos dadas na Praça da Estação. É tarde de quinta-feira e os três comemoram a abertura da primeira edição do Festival da Loucura, realizado entre 30 de março e 2 de abril em Barbacena. Um dos maiores e mais cruéis pólos de internação psiquiátrica do Brasil durante o século 20, onde mais de 60 mil pacientes morreram vítimas de maus tratos e abandono, Barbacena procura lidar com a herança de violência manicomial e superar o estigma de "Cidade dos Loucos", como contou ontem Zuenir Ventura, aqui em NoMínimo.. "É como uma criança que recebe um apelido incômodo. Quanto mais ela resiste, pior. A cidade não pode querer esquecer o passado", diz o secretário de Turismo, Ralf Justino. Experiente na promoção de cidades do interior - foi um dos idealizadores da Mostra de Cinema de Tiradentes, que chegou este ano à nona edição -, Justino quer transformar a loucura em capital turístico para Barbacena. A programação do evento misturou músicos excêntricos como Tom Zé, Hermeto Paschoal, Lobão e o indefectível cover de Raul Seixas a performances de rua, debates sobre a loucura na arte e na história e uma exposição de pinturas de pacientes psiquiátricos. Fruto de um investimento de R$ 200 mil da Prefeitura, o festival foi recebido com um misto de simpatia e críticas numa cidade que ainda tenta se reconciliar com o passado. Há quem resista, é claro. Incrustada na Serra da Mantiqueira, Barbacena tem o clima ameno que a crença popular costuma recomendar aos convalescentes. Desde o século 19, fazendas do município servem de retiro para tísicos, diabéticos, asmáticos e todo tipo de doentes das redondezas. Em 1900, depois de perder para Belo Horizonte a disputa pelo posto de nova capital de Minas Gerais, a cidade recebeu o que na época foi considerado um prêmio de consolação: o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), instalado numa fazenda que, havia décadas, recebia os parentes desajustados de famílias abastadas da região. Nos primeiros anos, o hospital funcionava como colônia rural e o principal tratamento oferecido era o trabalho. Os pacientes estavam permanentemente ocupados nas lavouras, olarias e pequenas oficinas distribuídas pelos oito milhões de metros quadrados do manicômio. A partir dos anos 30, o crescimento demográfico das cidades, que tornou o convívio com os loucos mais intenso e menos tolerável nos centros urbanos, e a sucessão de governos autoritários, que despejavam nos sanatórios quem ameaçava ordem social vigente, provocaram um rápido inchaço da população de internos e a conseqüente deterioração das condições de vida nos hospitais psiquiátricos do país. Os doentes chegavam ao CHPB em trens lotados, vindos de cidades e até estados vizinhos. Nos anos de superlotação, três mil e quinhentos pacientes viviam amontoados, nus. Dormiam no chão forrado de folhas, depois de a própria Secretaria estadual de Saúde sugerir, nos anos 50, a remoção dos leitos para economizar espaço. O tratamento incluía eletrochoques, encarceramento e lobotomia. "O manicômio era o último estágio da vida do paciente. Daqui, ele geralmente só saía morto", lembra o atual diretor do CHPB, Mauro Borgo, que chegou ao hospital há 30 anos como neurologista. Cadáveres de internos deixavam o manicômio em escala industrial, vendidos a faculdades de Medicina. Livros de contabilidade descobertos recentemente registram a venda de 1850 corpos entre 1969 e 1978. O preço era tabelado: 50 cruzeiros. Borgo não culpa os médicos da época: "Eles seguiam o modelo vigente de psiquiatria, que isolava o paciente para proteger a sociedade. Felizmente, aquela realidade mudou." O FIM DO CICLO DA LOUCURA A luta antimanicomial, deflagrada nos anos 70 do século passado pelo psiquiatra italiano Franco Basaglia, chegou ao Brasil no final da década. Convidado para o 3o Congresso Mineiro de Psiquiatria, em 1979, Basaglia comparou médicos e funcionários de manicômios a torturadores. Naquele mesmo ano, o jornal ¿Estado de Minas¿ publicou a série de reportagens "Os porões da loucura", de Hiram Firmino, sobre as condições precárias dos hospitais psiquiátricos brasileiros. A última e mais dramática matéria denunciava o CHPB, cujos métodos de tratamento eram praticamente desconhecidos do público: "O único jornalista que tinha conseguido entrar lá, antes de mim, teve que se fingir de louco para ser recolhido na rua. Só entrei porque tive ajuda do secretário estadual de Saúde da época, que defendia o fim dos manicômios", conta Firmino. Depois das denúncias do jornalista, o cineasta Helvécio Ratton conseguiu entrar com câmeras no manicômio e mostrou, no documentário "Em nome da razão", imagens inéditas do sofrimento dos pacientes. Ao longo da década de 80, a abertura política pôs em marcha no CHPB, como nos demais hospitais psiquiátricos do Brasil, um lento processo de desmobilização. As internações foram suspensas e as grades, removidas. Três pavilhões foram reformados para abrigar serviços de saúde pública que atendem à população em geral - durante as obras, dezenas de ossadas foram desenterradas. O número de internos diminuiu gradativamente, até atingir os atuais 300, a maioria remanescente do antigo sistema de atendimento, com seqüelas que não permitem a ressocialização. "No futuro, o hospital vai atender apenas a casos agudos. O paciente entra em crise, é internado e recebe alta alguns dias depois, como acontece em qualquer outra especialidade médica", estima o diretor do CHPB, Mauro Borgo. Hoje, aparelhos de eletrochoque, algemas, correntes e instrumentos para lobotomia só podem ser encontrados no Museu da Loucura, criado em 1996 pelo médico Jairo Toledo, que dirigiu o CHPB entre 1986 e 1999 e hoje é vice-prefeito de Barbacena. Até agosto, o museu será reformado para comemorar o décimo aniversário. Toledo pretende transformar o antigo cemitério do CHPB no Memorial da Loucura e transferir a sede da Prefeitura para o pavilhão mais antigo do hospital: "Seria um ato simbólico. O ciclo da loucura na cidade está terminando", afirma. Além do CHPB, restam apenas duas clínicas psiquiátricas particulares na cidade. Na última década, muitas foram desativadas por não cumprir as exigências dos novos padrões de atendimento. O início de um novo ciclo em Barbacena foi anunciado na segunda-feira, no encerramento do Festival da Loucura. Eleita pelo Ministério da Saúde como modelo para a implantação de um novo sistema de atendimento psiquiátrico, a cidade recebeu o primeiro Núcleo de Apoio à Desinstitucionalização (Nudes) do país. O serviço promoverá a reintegração social dos internos, incentivando seu retorno às famílias e oferecendo condições para que vivam com o máximo de independência em residências supervisionadas. "Escolhemos cidades marcadas pela velha estrutura manicomial para irradiar alternativas à internação psiquiátrica", explica o coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado. Barbacena será referência para os próximos núcleos, que serão instalados em municípios de perfil semelhante, como Feira de Santana, na Bahia, e Paracambi, no Rio. A cidade mineira foi escolhida por ter implantado em 2000 um sistema bem-sucedido de ressocialização, que reduziu o número de internações mensais de 120 para 12 e já alojou 145 ex-internos em 22 residências, onde vivem em grupos de até oito pessoas. Embora contem com acompanhamento diário de profissionais de saúde, os pacientes têm autonomia: alguns vivem sozinhos ou com seus parceiros, como Adelino Ferreira, de 58 anos, e Nilta Ferreira, de 45. Eles se conheceram no CHPB. Namorados há seis anos, casaram-se no final de 2005, e hoje têm uma rotina comum numa casa em Barbacena: "Vou ao açougue, à padaria. Na vizinhança todo mundo conhece a gente", conta Adelino. TIRANDO A MÁSCARA Formado por pacientes do CHPB em 1998 como mais um passo na lenta reintegração dos internos à sociedade, o bloco "Tirando a máscara", desfilou pelas ruas do centro da cidade, no sábado, como parte da programação do festival,. Num fim-de-semana em que muito se falou sobre loucura, esta foi a única vez em que os loucos de Barbacena, de fato, ocuparam o centro das atenções. O hino do bloco é um recado para a cidade: "Tirando a máscara, tirando a máscara / até um novo Sol raiar. / Tirando a máscara, tirando a máscara / até eu poder te encontrar". Muitos moradores entenderam a mensagem. Aos 64 anos - 60 deles vividos em Barbacena -, o aposentado Sebastião Moraes testemunhou a mudança na relação entre a cidade e seus alienados. "Antigamente havia mais loucos aqui, mas eles não tinham bloco de carnaval. Acho que todo mundo está gostando do festival", avalia. Mas décadas de preconceito não se dissipam em um fim-de-semana: "Por que eles estão na rua?", pergunta a aposentada Maria de Almeida, 69 anos, entre curiosa e ultrajada. Alheios à polêmica, os pacientes se divertem. Desembarcam fantasiados do ônibus do CHPB, batizado de "Lelé Tur", e atraem cerca de 200 moradores e turistas para a folia. A enfermeira Antonieta Oliveira, de 52 anos, leva pelo braço um dançarino animado: "Sempre saio no bloco, eu adoro. O João aqui também", ela diz, apontando o acompanhante, que não sabe dizer qual é seu sobrenome, que idade tem, nem há quanto tempo está internado. "Gosto muito", é tudo que diz. João aparenta 40 anos, mas provavelmente tem menos. Os medicamentos desgastam o corpo com mais eficiência que o tempo. Cerca de 100 pacientes - apenas uma fração dos 300 que todo ano abrem o Carnaval de Barbacena - participaram do desfile. São sobreviventes de uma época em que a fronteira entre loucura e sanidade era patrulhada com violência. Como resultado, muitos têm dificuldade para falar ou mesmo para expressar emoções simples. Pouco antes do fim do desfile, um paciente aproximou-se de uma pessoa que fotografava o bloco e agarrou sua mão. A enfermeira que o acompanha informa ser Benjamin Rodrigues, de 36 anos, interno desde 1989. É o caçula de três irmãos, todos pacientes do CHPB. Incapaz de falar, com um reduzido repertório de expressões faciais, Benjamin comunica-se como pode: guia delicadamente a mão do turista até o próprio rosto, como se pedisse para ser acariciado. Olhando em volta, vê-se que, como ele, outros pacientes aproveitam a excursão à cidade para travar contato com os moradores: dançam, trocam abraços e sorrisos. Tocam tudo, como se quisessem levar um pouco da cidade de volta para o hospital; pedem para ser tocados, como se quisessem provar que realmente existem. DOENÇA OU TRAÇO DE PERSONALIDADE Psiquiatras discutem se há exagero na quantidade de diagnósticos de distúrbios mentais Publicado na REVISTA ÉPOCA de 8 de agosto de 2005. Reportagem de Suzane Frutoso. " - Na era dos antidepressivos, as classificações de transtornos psiquiátricos são tantas que às vezes parece existir uma doença para cada pessoa - basta escolher em qual perfil ela se encaixa. O limite entre distúrbios mentais e estados de ânimo normais tornou-se alvo de um grande debate na psiquiatria. Para muitos especialistas há um exagero na quantidade das doenças mentais diagnosticadas. Outros acreditam que qualquer possível problema deve ser classificado e tratado. Nos Estados Unidos, a discução sobre onde começam as doenças é acalorada devido à revisão do manual de diagnósticos do país, a mais importante publicação sobre o assunto. Referências teóricas, como a do manual, podem sofrer alterações devido a um amplo estudo que está sendo realizado pela Universidade de Harvard junto com a Organização Mundial de Saúde e a World Mental Health Survey. A idéia é mapear o problema em 28 países, incluindo o Brasil. Serão cerca de 250 mil entrevistados. ... ... A importância do estudo não é deixada de lado por especialistas, mas muitos estão preocupados com o exagero dos diagnósticos. " Embora os transtornos mentais estejam em todo lugar, casos mais sérios se concentram em uma população pequena. Na pesquisa divulgada, a maioria apresenta incidência baixa", ressalta o chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Hélio Eliks. ..." PSICOLOGIA DA GESTALT
...."A escola gestaltica causou enorme impacto em todo o campo da Psicologia; na metade do século XX, a abordagem desta escola tinha-se tornado tão intrínseca à corrente central da Psicologia que a noção de um movimento gestáltico por si próprio deixou de existir. Uma contribuição importante dos adeptos da Gestalt, ... , refere-se à exploração da maneira como as partes constituem e estão relacionadas com um todo. Além disso, a teoria da Gestalt ofereceu algumas sugestões a respeito dos modos pelos quais os organismos se adaptam para alcançar sua organização e equilíbrio ótimos. Um aspecto desta adaptação envolve a forma pela qual um organismo, num dado campo, torna suas percepções significativas, a maneira pela qual distingue figura e fundo."... (Fadiman,1986 pag. 131)
O QUE VOCÊ VÊ NOS DESENHOS ABAIXO? ![]() ![]() ![]() ![]() Desenhos de figura-fundo.
Em cada desenho, prestando maior atenção, podemos ver mais de uma figura. A forma de percebermos os acontecimentos está ligada aos nossos aspectos emocionais, em conjunto de valores pessoais, culturais, etc. AUXÍLIO EMOCIONAL
Seguem-se abaixo alguns sites com orientações para pessoas que apresentem dificuldades com drogas ou álcool, Centro de Valorização da Vida (CVV), Neuróticos Anônimos, ou que queiram obter informações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis ( DST ) e AIDS. Centro de Valorização da Vida - CVV
Abuso de álcool
Grupos de Auto-ajuda
Uso de drogas
- Dúvidas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis ( DST ) - AIDS
- BUSCA PSI - Conselho Federal e Conselhos Regionais de Psicologia - Conselho Federal de Psicologia - CRP 01 ( Distrito Federal, Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia ) - CRP 02 ( Pernambuco, Fernando de Noronha ) - CRP 03 ( Bahia, Sergipe ) - CRP 04 ( Minas Gerais ) - CRP 05 ( Rio de Janeiro ) - CRP 06 ( São Paulo ) - CRP 07 ( Rio Grande do Sul ) - CRP 08 ( Paraná ) - CRP 09 ( Goiás, Tocantins ) - CRP 12 ( Santa Catarina ) - CRP 13 ( Paraíba, Rio Grande do Sul ) - CRP 14 ( Mato Grosso, Mato Grosso do Sul ) - CRP 15 ( Alagoas ) - CRP 16 ( Espírito Santo ) - Código de Ética Profissional do Psicólogo, Resolução do CFP Nº 010/2005 - Clique aqui - Tabela de Honorários de Serviços Psicológicos - Clique aqui - Endereços Eletrônicos de Universidades - UFRJ - UFF - UERJ - Universidade Federal do Rio Grande do Sul - Universidade Estadual de Maringá - Universidade Estadual de Londrina - Universidade Estadual Paulista - Universidade Federal de Minas Gerais - Universidade Federal de Pernambuco - Universidade de Ouro Preto - Universide de Fortaleza - Universidade de Brasília - PUC - Rio de Janeiro - Universidade Celso Lisboa - Universidade Estácio de Sá - Universidade Gama Filho - Universidade Santa Úrsula - IBMR - PUC - São Paulo - PUC - Campinas - Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora - Universidade Católica de Petrópolis - Universidade de Santa Cruz do Sul - Universidade de Lisboa - Universidade de Coimbra - Links para Bibliotecas - Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia ( Periódicos, Monografias, Teses ) - Sistema de Bibliotecas e Informação/ SIBI/UFRJ - Rede de Bibliotecas Universidade Estadual do Rio de Janeiro - Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC Rio de Janeiro - Instituto Sedes Sapientiae - Biblioteca Maria Cristina - Editoras e revendores de material psicológico.
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