PSICOLOGIA CONTEMPORÂNEA



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Segunda-feira, Agosto 13, 2007

Seleção de Pessoal, Psicanálise, Psiquiatria, Sigmund Freud, Jacques Lacan, neurose, sonhos, depressão, transtorno obsessivo-compulsivo, são alguns dos escritos que você encontrará neste site, além de link para lista de filmes que abordam a psicologia e o comportamento humano.




Charcot em seus experimentos com a hipnose. A hipnose foi utilizada também por Sigmund Freud, que participou como aluno das demonstrações de Charcot na França. A partir das conclusões retiradas com o uso da hipnose, Freud começou a elaborar o que mais tarde seria denominado de PSICANÁLISE


Clique no livro de visitas acima e deixe seu recado


E-mail: avaliacaopsicologica@gmail.com


Márcio Reis Felix de Souza. Psicólogo. CRP 05/24.156


REVOLUÇÃO DA INFORMAÇÃO

A Sociedade em vivemos, é fruto dos acontecimentos que ocorreram no mundo nos últimos anos.

Desde a Revolução Industrial até os dias atuais, onde vivemos hoje a chamada Revolução da Informação, a Sociedade Moderna conquistou muitos avanços e também inúmeros retrocessos. Um dos avanços que poderíamos citar seria o aumento da faixa etária da população mundial. Devido a evolução dos medicamentos de hoje, as pessoas que têm acesso aos remédios, têm um período de vida mais longo. Se considerarmos o início da era cristã, um homem que vivia na época de Jesus Cristo, nos seus 30 anos de idade, seria considerado como uma pessoa velha.

Mas desde a Segunda Guerra Mundial, ocorrida entre 1938 e 1945, tivemos várias revoluções de costumes. Dos inocentes anos 50, passando pela rebeldia do final dos anos 60 e início dos anos 70; e nos anos 80, onde fomos cercados pelo culto exagerado ao corpo, muitas coisas aconteceram. O homem que a princípio, pela revolução tecnológica, teria maiores momentos de lazer , fica cada vez mais “entretido” pelo seu trabalho e compromissos.

O mercado de trabalho exige cada vez mais das pessoas que estão inseridas nele. Consequentemente, os pais acabam deixando seus filhos, cada vez mais novos, em creches no período de trabalho. Como serão no futuro as crianças que passam grande parte de seus dias em creche, atualmente? Pelo contato cada vez mais cedo com outras crianças e com outras pessoas, que não são seus familiares, serão sem dúvida adultos mais sociáveis. Mas e o restante do desenvolvimento emocional dos pequenos, como ocorrerá? As crianças necessitam da presença do pai e da mãe para se moldarem como pessoas. Como isto virá a ocorrer, levando-se em conta o fato das crianças pequenas ficarem grande parte do dia em creches, recebendo o carinho de seus pais muitas vezes só à noite?


Quinta-feira, Junho 07, 2007

PROBLEMAS NA VIDA

Recebi o seguinte e-mail e achei interessante:

Segue abaixo:


Resposta a uma pergunta que foi feita ao Médico Psiquiatra Roberto Shinyashiki, numa entrevista concedida por ele para a revista "Isto É".


O entrevistador Camilo Vannuchi perguntou a ele:


- O senhor acha que muitas pessoas tem buscado sonhos que não são seus?


Shinyashiki responde:


- A sociedade quer definir o que é certo.

Quais são as "Quatro Loucuras da Sociedade".


"A Primeira Loucura":

- Instituir que todos têm de ter sucesso, como se ele não tivesse significados individuais.


"A Segunda Loucura":

- Você tem de estar feliz todos os dias.


"A Terceira Loucura":

- Você tem que comprar tudo o que puder. O resultado: Este consumismo absurdo.


Por fim, "A Quarta Loucura":

- Você tem de fazer as coisas do jeito certo. Jeito certo não existe.


Não existe um caminho fácil para se fazer as coisas.


As metas são interessantes para o sucesso, mas não para a felicidade.


Felicidade não é uma meta, mas um estado de espírito. Tem gente que diz que não ser feliz enquanto não casar, enquanto outros se dizem infelizes justamente por causa do casamento.


Você pode ser feliz tomando sorvete, ficando em casa com a família ou amigos verdadeiros, levando os filhos para brincar ou indo a praia ou ao cinema.


Quando era recém formado em São Paulo, trabalhei em um hospital de pacientes terminais. Todos os dias morriam nove ou dez pacientes. Eu sempre procurei conversar com eles na hora da morte. A maior parte pega o médico pela camisa e diz:


- Doutor, não me deixe morrer. Eu me sacrifiquei a vida inteira, agora eu quero aproveitá-la e ser feliz".


Eu sentia uma dor enorme por não poder fazer nada. Ali eu aprendi que a felicidade é feita de coisas pequenas. Ninguém na hora da morte diz se arrepender por não ter aplicado o seu dinheiro em investimentos, mas sim de ter esperado muito tempo ou perdido várias oportunidades para aproveitar a vida.


"Ter problemas na vida é ser derrotado por eles”.




PSICOLOGIA EM QUADRINHOS

Você encontra neste site um link para histórias em quadrinhos sobre Sigmund Freud e a Psicanálise; as aventuras e desventuras do "Analista de Bagé", com seus métodos nada ortodoxos no tratamento de pacientes, quadrinhos de "Carlinhos e sua Supermãe", Charges e desenhos sobre Psicanálise e também algumas charges do Cartunista Henfil.

Clique abaixo.


SITE "PSICOLOGIA EM QUADRINHOS"



Domingo, Maio 13, 2007

PSICOLOGIA NO CINEMA

Você gosta de cinema? No link abaixo, listagem com filmes que abordam o comportamento humano. CLIQUE AQUI



Foto do Teatro Municipal do Rio de Janeiro



Há um bom tempo o homem gosta de se divertir através das manifestações artísticas. Uma destas formas de diversão é o teatro. Da época clássica até os dias de hoje, as pessoas sempre gostaram de assistir e de se envolver com peças teatrais. No final do século XIX, com a invenção do cinema, o teatro não deixou de existir, mas a encenação de histórias passou a dividir espaço com as películas de cinema.

Ao vermos um filme, rimos, choramos, nos assustamos, nos identificamos com seus personagens e sua história. Dentro dos filmes vemos "pedacinhos" da vida que possuímos, tivemos ou que achamos que seria a ideal.Os filmes podem ser comparados com o material dos sonhos. Assim como os sonhos são a realização de desejos, os filmes têm também esta capacidade de realização de desejos, tanto para os autores que os escrevem, quanto para quem os assistem.

Ao falarmos nos espectadores que assistem aos filmes, podemos fazer uma correlação entre os adultos que vão aos cinemas, com as crianças em suas brincadeiras. Nas brincadeiras infantis de heróis, bandidos, mocinhos e vilões, os pequenos tentam igualar seus atos aos dos adultos.

Ao vencerem os vilões em seus jogos, possuiriam as mesmas capacidades e seriam tão detentores de poder quanto os adultos, que pelo prisma infantil, realizam tudo que a criança não pode. Vemos exemplos disso nas brincadeiras infantis, e também nos filmes infanto-juvenis exibidos à tarde nas redes de televisão.

Da mesma forma, o adulto ao ir ao cinema se identificaria com o mocinho do filme, tendo também poderes ampliados e capacidade assim de realizar inúmeras façanhas, realizações que seriam mais difíceis de se concretizar se ocorressem fora do plano da fantasia.

Mesmo quando não falamos de filme de ação, e sim de dramas, o cinema também pode ser descrito como satisfação de desejos e fantasias. Ao se identificar com alguém que sofre na tela, o espectador se identifica também com as lutas para vencer as dificuldades inerentes à vida, com as dificuldades que têm os personagens do cinema.


Também nos filmes românticos o casal da história luta contra as dificuldades para ficarem juntos, dificuldades muitas vezes semelhantes às dos espectadores do filme, que se identificam com o sofrimento dos personagens em cena.


Segunda-feira, Fevereiro 12, 2007

O TALENTOSO RIPLEY

Alguns filmes que tratam do tema "doença" mental abordam de forma correta os transtornos emocionais que seus personagens apresentam.

Mas em outros, encontramos situações que vem de contra as teorias psicológicas, e o que é observado nos consultórios de atendimento de psicanalistas, psicólogos e psiquiatras.

- O TALENTOSO RIPLEY -



No filme "O Talentoso Ripley" (The Talented Mr. Ripley - 1999), o personagem principal, vivido por Matt Damon, apresenta características de personalidade perversa. Neste tipo de personalidade, as pessoas vêm a obter satisfação de maneira diferente da satisfação sexual direta. O personagem deste filme não se envolve de fato com nenhuma pessoa, mesmo vindo a usar de sedução com outros personagens do filme para alcançar seus objetivos. Sua forma de obter prazer é através dos golpes que aplica no filme nas pessoas.

- O RETORNO DO TALENTOSO RIPLEY -



Mas na continuação deste filme, "O Retorno do Talentoso Ripley" (Ripley's Game - 2003), Ripley, agora mais velho, vivido pelo ator John Malkovich, continua a aplicar golpes em outras pessoas, mas nesta seqüência ele tem relacionamento afetivo com uma companheira, o que iria de contra a primeira parte da história, pois Ripley não tinha relacionamentos afetivos reais.

FILMES DA SÉRIE "O SILÊNCIO DOS INOCENTES"


- HANNIBAL -



Nos filmes que contam as histórias de Hannibal "Cannibal" Lecter, encontramos no personagem outro caso de estrutura perversa. Foram lançados três filmes com o ator Anthony Hopkins vivendo o personagem principal até o momento: O Silêncio dos Inocentes (1991), Hannibal (2001) e Dragão Vermelho (2002). Em 2007 foi realizada uma seqüência da história de Lecter, chamada Hannibal - A Origem do mal, sem a presença de Hopkins no elenco do filme.

Em Hannibal (2001), ele volta a se encontrar com a agente Clarice Sterling (vivida nesta seqüência por Julianne Moore). Hannibal e Sterling em determinada cena deste filme se encontram algemados e em situação de fuga. E Hannibal vem a cortar o seu próprio braço para que pudesse escapar. Bem, isso seria impossível, levando em conta as teorias da psicologia. O perverso, que é de personalidade extremamente narcisista, não cortaria seu braço, se mutilando. Ele iria mutilar quem estava algemado a ele, Sterling, de forma que ele próprio não saísse em desvantagem naquela situação. Mas muito do que vemos em filmes de suspense nem sempre é real, são narrativas elaboradas para causar maior impacto nos filmes.

A estrutura perversa de personalidade foi estudada por Sigmund Freud em algumas partes de sua obra. Sendo de interesse, o internauta pode se aprofundar sobre o assunto lendo o Volume VII da Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud (IMAGO EDITORA), onde consta o artigo "Três Ensaios Sobre a Teoria da Sexualidade". A leitura de Freud para pessoas que se iniciam na psicanálise pode ser densa, mas de qualquer maneira torna-se compreensível se for assimilada aos poucos.


FILMES DE STEVEN SPILBERG

O Cineasta Steven Spilberg contribui com sua vasta filmografia para escrever a história do cinema norte-americano moderno. Filmes como E.T., Guerra dos Mundos, Minority Reporty são apenas alguns poucos exemplos de seus vários trabalhos de renome.

Gostaria aqui de falar um pouco sobre dois filmes específicos de Spilberg: Encurralado (Duel - 1971) e Contatos Imediatos do Terceiro Grau (Close Encounters of the Third Kind - 1977).

Se levarmos em conta os aspectos psicológicos dos dois filmes, além, é claro, de suas tramas envolventes, podemos perceber dois tipos de pensamentos com as quais o Cineasta desenvolve estes roteiros com grandiosidade: a paranóia e a idéia obsessiva.


- ENCURRALADO -



Em Duel - Encurralado, o personagem que dirige seu carro por estradas pouco movimentadas dos Estados Unidos se vê perseguido por um caminhão, aparentemente sem motivo. Spilberg trabalha aí com o sentimento de perseguição, mais precisamente, a PARANÓIA, comum em muitos filmes de ação norte-americanos, fazendo sucesso não só nos Estados Unidos, como nos demais países onde são exibidos. Mas por que este tipo de filme faz tanto sucesso?

Poderíamos pensar no princípio que defendeu o Psicanalista Jacques Lacan, que as crianças pequenas, conforme vão crescendo, são moldadas, configuradas a partir do desejo dos demais, e não de seu próprio desejo, como seria mais simples de imaginar. Quando somos pequenos, nos é dado o nome escolhido por nossos pais, estudamos nos colégios determinados por nossos pais, tios, avós, etc, ficando pré-dispostos a sermos avaliados com conceitos bons ou não por nossos professores.

A idéia que possamos estar sendo observados e sendo moldados pelo desejo do Outro - necessitando da apreciação dos demais - faz parte da mente humana, daí o porquê do sucesso que este tipo de filmes de perseguição faz mundo afora.


- CONTATOS IMEDIATOS DO TERCEIRO GRAU -



Já Contatos Imediatos do Terceiro Grau aborda outro tipo de assunto: as IDÉIAS E COMPORTAMENTOS OBSESSIVOS. Em Contatos Imediatos ... o personagem de Richard Dreyfuss, após entrar em contato com um grupo de OVNIs, demonstra um pensamento fixo sobre a imagem de uma montanha, a qual nunca havia visto. Esta idéia fixa, no caso deste filme, foi originada pelo contato com as naves espaciais, mas no mundo real este tipo de idéia persistente é geradora de certos comportamentos que muitas vezes não são compreendidos facilmente. Certas idéias, repetidas inúmeras vezes na mente das pessoas sobre um assunto específico, podem provocar alguns comportamentos considerados "estranhos", como por exemplo, verificar portas e fogões inúmeras vezes durante o dia para se ter certeza de que se está seguro.

TERROR E SEXUALIDADE

- SEXTA-FEIRA 13 -



Você já reparou que na série de filmes "Sexta-Feira 13", "A Hora do Pesadelo" etc, os adolescentes são atacados pelos seres sobrenaturais do filme, nos momentos que estão tendo uma relação sexual? Isto poderia ser explicado por sentimento de culpa que em certos momentos vêm à mente das pessoas no momento de uma relação sexual: no momento do sexo - no caso destes filmes, pelo fato de que estariam fazendo algo de errado, os adolescentes são punidos pelas criaturas sobrenaturais dos filmes, no momento do ato sexual. De certa forma, este tipo de filme reforça a idéia de que sexo não seria algo bom de ser realizado, sendo algo proibido, passível de punição ou algo parecido.

Filmes de Steven Spilberg, Terror e Sexualidade, escritos por Márcio Felix, Psicólogo.


VOCÊ PODE LER ALGUNS PENSAMENTOS PARA REFLEXÃO
CLICANDO AQUI


Segunda-feira, Janeiro 15, 2007

MEDINDO ANSIEDADE

Neste post você encontra link para o Blog da Psicóloga Comportamental Flávia de Abreu Augusto Paes, Mestranda em Psicologia pela PUC/RJ, em trabalho com a Escala de Ansiedade (HAM-A).


MAIS DETALHES, CLIQUE AQUI



Segunda-feira, Outubro 09, 2006

SELEÇÃO DE PESSOAL I

- O que pode ser verificado em uma avaliação para emprego

Em certos casos, apenas ao ser comprovada a experiência ou a escolaridade exigida/s para a função, o candidato já teria a possibilidade de ser considerado contratado, observando-se, claro, o número de vagas existentes. Em outros momentos, são necessários requisitos mais específicos para obter-se o emprego, que podem ser avaliados, por exemplo, através de provas de conhecimentos voltados para o cargo em questão.


Quando é verificada também a parte psicológica do candidato ao emprego, estes dados podem ser levantados de várias maneiras: Jogos, Simulações, Dinâmicas de Grupo, Entrevistas, Testes Psicológicos, etc.



Foto: Trabalho formal, www.sotrabalho.com



- Dúvida


Verifico durante o dia-a-dia a preocupação de muitos candidatos em serem reprovados em Processo Seletivo na busca por emprego, tanto na Entrevista, quanto em Dinâmica de Grupo ou em algum Teste Psicológico pois, além da não obtenção da vaga pretendida, a reprovação poderia significar também algo mais sério. O fato de um candidato ser reprovado por um Psicólogo poderia ser sinônimo que ele não seria normal mentalmente. Isto não necessariamente está correto.


A Avaliação Psicológica feita com candidatos a emprego observa, claro, também o equilíbrio psíquico da pessoa avaliada, mas avalia ainda outras características necessárias que o candidato precisa ter para ocupar determinado cargo.

Em se tratando de outro tipo de avaliação, que conste de prova de exercício físico, por exemplo, onde a pessoa precisa fazer um determinado número de flexões de braço ou correr certa distância em tempo pré-definido, aqueles que não conseguirem ser aprovados não significaria, necessariamente, que estejam com algum problema sério de saúde, mas que talvez não tenham obtido o índice mínimo de pontos necessário para a sua aprovação. Ou ainda, que outros candidatos tenham obtido pontuação maior que aquele que não foi considerado aprovado.

Quando um candidato é reprovado em uma Avaliação Psicológica, pode significar que alguma característica encontrada durante o Processo Seletivo indicaria que a pessoa não está preparada, naquele momento, para ocupar aquela vaga específica. Indicadores como desatenção em algum teste psicológico, raciocínio espacial pouco suficiente, memória imediata com resultados abaixo do ideal para a função ou outra característica que venha a ser avaliada, também influenciam no resultado final. Outro fator seria um número de pontos baixo em relação aos outros que fizeram a mesma avaliação. Não podemos esquecer ainda que existe um perfil necessário para cada cargo existente, e de que em certos casos o candidato em questão não se encaixa neste perfil, sendo por este motivo considerado não apto na sua avaliação.

Reprovação em entrevista para emprego não significa que a pessoa não tenha possibilidade de ser contratada para um trabalho posteriormente. Procure melhorar seus conhecimentos com cursos que o mercado de trabalho valorize, para ter maiores chances em avaliações futuras para emprego. Em certas situações, a falta do uso de óculos de grau, a má alimentação ou o fato do candidato ter dormido poucas horas na noite anterior, podem interferir em seus resultados.

O nervosismo com a situação de ser avaliado também pode influenciar, mas lembre-se que os demais que buscam uma vaga também vão estar nervosos no momento da Entrevista, Dinâmica de Grupo ou execução de algum Teste. Observe isso ao fazer avaliação para um emprego.


Foto de uma prova, www.mol.org.br/img/noticias_home/escolar/provao1.jpg

O que pode ser verificado em uma avaliação para emprego e Dúvida, escritos por Márcio Felix, Psicólogo.



- Organizações no Século XXI

TOM PETERS FALA SOBRE O CAOS NAS ORGANIZAÇÕES E NA VIDA DAS PESSOAS

*Publicado em CRA-RJ. Administração. Março/Abril de 2004. Nº 60, página 04.


Foto de TOM PETERS, retirado de www.worthwhilemag.com/authors/tom_peters

Considerado o mais revolucionário guru da Administração, o americano Tom Peters, conhecido por mudar radicalmente sua visão ao longo do tempo e por afirmar que não existem respostas certas no mundo corporativo, em entrevista publicada pela REVISTA VEJA, fala do caos que tomou conta das empresa e da influência da Internet e da organização virtual nas empresas modernas. Explica como a velocidade das mudanças está influenciando não só nas organizações, mas principalmente na vida das pessoas e nações. Para ele, não existem mais fórmulas precisas para gerenciar uma organização.


O SENHOR ESCREVEU QUE O MUNDO ATUAL VIVE UM PERÍODO CAÓTICO COMO POUCAS VEZES OCORREU NA HISTÓRIA. COMO O SENHOR DEFINE ESTE CAOS?

Peters - Passamos por um momento em que nada é previsível. Escolha uma área qualquer da vida e o que encontra é incerteza. Escolha uma área qualquer da vida e o que encontra é incerteza. Seja no que diz respeito à segurança nacional e à vida das empresas, seja no encaminhamento das carreiras individuais. Ninguém mais está seguro de nada. Esse ambiente se encaica nas definições técnicas e científicas das teorias sobre o caos. Hoje em dia, muitas idéias que foram sólidas como rocha para gerações e gerações se desmancharam no ar como fumaça. Não existem mais fórmulas precisas de como conduzir com segurança a dministração de uma empresa. As regras antigas foram jogadas pela janela. Não surgiram outras. O que se tem a fazer agora é seguir adiante e refazê-las à medida que avançamos.

MAS ISTO NEM SEMPRE É POSSÍVEL PARA A MAIORIA DAS PESSOAS...

Peters - É certo que muito pouco pode ser feito individualmente no que diz respeito às grandes mudanças provocadas pelo fim da Guerra Fria e pelo desmantelamento dos dois blocos gigantes que se contrapunham, o do Oeste e o do Leste. As batalhas globais agora são de outra natureza. O terrorismo, antes uma forma rara de conflito, tornou-se presente na vida de milhões de pessoas. Além disso, as mudanças estraordinárias na área tecnológica, ao mesmo tempo que representam um avanço revolucionário, provocam imensa ansiedade e confusão, tanto na vida das empresas quanto a de seus profissionais foram profundamente afetadas. Globalmente, o foco de poder está atravessando o Oceano Pacífico em direção à China e à Índia. Quando o potencial desses países for exercido totalmente, vai mudar tudo de novo no mundo. O crescimento econômico impressionante dessas nações e sua população conjunta, que equivale a um terço da humanidade, são fatores muito fortes. Essas mudanças não acontecerão do dia para a noite, mas ao longo dos próximos vinte ou trinta anos suas ondas de choque se farão sentir.

MAS MESMO COM TODAS ESSAS INCERTEZA DO MUNDO AS PESSOAS AINDA VOLTAM PRA CASA TODO FIM DE TARDE, SENTAM-SE COM OS FAMILIARES E A VIDA SEGUE SEU RUMO, NÃO?

Peters - Não é mais assim. Atualmente , em 80% das famílias americanas, pai e mãe trabalham fora. A estabilidade de sentar-se à mesa de jantar para conversar sobre a vida simplesmente evaporou. A incerteza política trazida pelo terrorismo, o fato de não mais sabermos quem são nossos inimigos, é um fator perturbador, mesmo quando estamos em casa. Os estudiosos usam a expressão choque das civilizações para explicar a contraposição do mundo islâmico em relaçào ao mundo judaico-cristão. Hoje o que se vive no mundo é uma situação muito mais instável do que a simples diferença cultural, religiosa ou de adaptação a novas tecnologicas e modelos de gestão administrativa. O problema agora é mais profundo e abrangente. É a dificuldade de definr com clareza quais são as lealdades das pessoas, das empresas e das instituições. Além de inseguras, as pessoas sentem-se abandonadas, como se elas fossem a última preocupação dos governos e das empresas.

O QUE CADA PESSOA PODE FAZER PARA MINORAR OS EFEITOS DESSA SITUAÇÃO?

Peters - A solução seria cada um tentar desenvolver um graud de independência tal que parecesse absurdo às geraçòes passadas. Meu conselho é que cada um se considere presidente da empresa de si próprio. Ou seja, gerencie sua vida como um líder empresarial que sabe que o ambiente pode mudar para pior a qualquer momento. Portanto, mesmo que a pessoa trabalhe em uma companhia de petróleo ou outra empresa de um setor sólido, a melhor atitude é se preparar pra mudanças. Não chega a ser um consolo, mas o mundo hoje tem o que chamo de funcionalidade cruzada, ou seja, há um incentivo maior ao aumento da honestidade e da transparência nas relações humanas. Entre outras conseqüencias disso, a melhor é que hoje em dia vale mais a pena fazer política. Os movimentos têm maior força para demolir as irracionalidades das empresas e do Estado.

ISSO ESTÁ RELACIONADO COM O FATO DE QUE, DEPOIS DOS ESCÂNDALOS RECENTES, QUASE NÃO EXISTE MAIS NOS ESTADOS UNIDOS A FIGURA DO "HERÓI COORPORATIVO", O PRESIDENTE DE COMPANHIA ONIPOTENTE E ILUMINADO?

Peters - O metabolismo das empresas mudou por diversas razões. O presidente hoje precisa assimilar o novo compasso de transformações à sua volta. Isso o obriga, em primeiro lugar, a dar maior ênfase a seu aprimoramento pessoal, à sua própria capacidade criativa. Para os funcionários, isso tem duas implicações. A primeira é que seus chefes não podem mais deixá-los em carreiras estagnadas, dedicados a funções mundanas e repetitivas. A segunda é que essa roda-vida aumenta mais a sensação de que o mundo está se movendo muito rapidamente e é imperativo não ficar para trás. Os presidentes de companhia sabem que sem inovação eles fracassam e para ser inovador é preciso ter habilidade para fazer mudanças rápidas.

EM SEU NOVO LIVRO, RE-IMAGINE !, O SENHOR DIZ QUE AS FORMAS DE "ORGANIZAÇÃO VIRTUAL" SÃO UMA DAS MAIORES AMEAÇAS DO MUNDO ATUAL E QUE O TERRORISMO SE NUTRE DELAS. COMO FUNCIONA ESSA ORGANIZAÇÃO?

Peters - A organização virtual, principalmente via internet, é resultado da capacidade de grupos de pessoas se juntarem para determinado fim, mesmo estando fisicamente distantes umas das outras. Isso catapulta a eficiência de uma forma imprevisível há poucos anos. A organização virtual pode ser usada para namorar, conseguir um parceiro ou para projetar novos processadores. Mas pode ser usada também para tramar um atentado terrorista. Na minha opinião o atentado de 11 de setembro de 2001 nos Estados Unidos foi o momento em que a organização virtual ganhou um novo e trágico estágio. Ele foi tramado por mentes atuando em conjunto em diversas partes do mundo. Foi a demosntração de que a popularização de poderosas tecnologias pode ter um efeito mais dramático do que o mais pessimista dos analistas poderia imaginar.

EM 1987, O SENHOR JÁ ESCREVIA SOBRA A INCERTEZA, E O TÍTULO DE UM DE SEUS LIVROS DAQUELE ANO É "PROSPERANDO NO CAOS". QUE DIFERENÇA EXISTE ENTRE A SITUAÇÃO DE AGORA E A DE DEZESSEIS ANOS ATRÁS?

Peters - Aquele livro foi uma antecipação aos dias de hoje. Escrevi sobre um mundo onde as coisas estavam acontecendo numa velocidade muito maior que no passado. Naquela época não existia a Internet e a União Soviética ainda estava de pé e com saúde. Eu alertei para o fato de que a velocidade das transformações estava aumentando. Adverti também que o ritmo se aceleraria ainda mais no futuro. Acertei em meu diagnóstico? Sim, mas certamente, não poderia saber que as mudanças seriam ainda mais rápidas.

AS GERAÇÕES QUE VIRAM O SURGIMENTO DO AUTOMÓVEL E DOS VÔOS COMERCIAIS TAMBÉM PODIAM ACHAR QUE O MUNDO ESTAVA MUITO VELOZ PARA ELAS, NÃO?

Peters - Há duas hipóteses completamente diferentes sobre o assunto. Uma é que nada mudou e o mundo sempre foi acelerado. Falo sobre o caos e a loucura dos dias de hoje. Mas isso faz mesmo sentido? Minha mãe tem 94 anos. Isso significa que ela presenciou a invenção do carro, a proliferação do uso do telefone, passou por duas guerras mundiais e sofreu todos os medos e ansiedades da Guerra Fria. Ela viu a chegada da televisão e agora da Internet. Quem sou eu para dizer que as coisas estão mais selvagens do que antigamente? A hipótese de que todas as gerações tiveram a sensação de viver tempos caóticos não pode ser descartada muito facilmente. O outro lado da moeda dá conta de que existem sólidas bases científicas na constatação de que a velocidade das mudanças nos tempos atuais é muito maior do que em qualquer outro momento histórico. Destruir e criar sempre foi uma lei do capitalismo, mas hoje a destruição está acelerada e não é apenas aceita, mas incentivada. Destruir uma empresa por dentro e recriá-la de modo inteiramente novo é, em muitos casos, a única saída para escapar da irrelevância. Esses processos são dolorosos, implicam acabar com postos de trabalho, exportar empregos para a Índia, o Paquistão ou para onde for mais barato manté-los.




SELEÇÃO DE PESSOAL II

- As melhores Empresas para trabalhar - REVISTA EXAME E VOCÊ/SA - EDIÇÃO 2006

REVISTA EXAME

REVISTA VOCÊ SA

A Masa é a primeira colocada da 10ª edição do guia Melhores Empresas Para Você Trabalhar, elaborado pelas revistas Exame e Você S/A, da Editora Abril, em agosto de 2006. Em parceria com a Fundação Instituto de Administração, ligada à Universidade de São Paulo, o projeto avaliou 502 companhias do país e listou as 150 melhores.

Braço do grupo americano Flextronics que fabrica peças plásticas, a Masa tem sede em Manaus (AM) e emprega 952 pessoas. O rol de benefícios oferecidos aos funcionários agrega licença-maternidade, assistências médica e odontológica, cesta básica, convênio com drogarias, óticas e livrarias, sessões de massagem duas vezes por semana, ginástica laboral, loja de conveniência e sala de conforto.

Os benefícios estendem-se aos filhos dos funcionários. A empresa mantém creche para crianças até seis anos, aulas de informática, curso de empreendedorismo para jovens, orientação vocacional e estágio na empresa. Para esposas e outros familiares, há cursos profissionalizantes e orientação para começar um pequeno negócio e aumentar a renda familiar.

A Masa estimula a criatividade dos colaboradores. No ano passado, todas as mais de 15 mil idéias sugeridas por eles foram implantadas, desde medidas simples até uma sugestão que fez a empresa economizar 1 milhão de dólares

Nos anos anteriores, os vencedores foram as empresas Promon, Todeschini, Fiat, McDonald´s, Siemens Metering e Magazine Luiza.

Também foram apontadas as 10 melhores empresas para a mulher trabalhar. A primeira colocada foi a empresa de assistência médica São Bernardo Saúde, de Colatina (ES).

O levantamento revelou que 30% das mulheres que trabalham nas 150 melhores empresas do país ganham até R$ 700 de salário. Dos homens, apenas 19,7% estão nessa faixa.

A 10ª edição do guia mediu pela primeira vez o Índice de Felicidade no Trabalho. A nota que as 150 Melhores Empresas para Você Trabalhar no Brasil obtiveram foi 74, numa escala de 0 a 100. O índice é composto por 70% da percepção do funcionário, 25% pelas políticas e práticas de recursos humanos e 5% pela percepção do jornalista que visitou a empresa pela revista.

* As 10 melhores empresas para trabalhar (2006)

1º lugar Masa
2º lugar BV Financeira
3º lugar Serasa
4º lugar Promon
5º lugar Landis+Gyr
6º lugar Arcelor
7º lugar Eurofarma
8º lugar Fras-Le
9º lugar Accor
10º lugar Albras

Artigo publicado em http://noticias.uol.com.br/empregos/pesquisas/melhores_trabalhar.jhtm, acessado em 12/11/2006.



- Daniel Godri

Você gostaria de saber algo mais sobre temas como motivação, auto-estima, marketing e vendas, desenvolvimento de talentos, dentre outros? Acesse então o Site de Daniel Godri, autor de livros como "Marketing De Ação", "Conquistar e Manter Clientes" , "Na Escola Da Vida Até O Meu Professor Aprendeu", clicando aqui.



Domingo, Julho 16, 2006

ESCRITOS I


Qual, dentre outros, o motivo de muitos homens gostarem de jogar e assistir futebol?

O jogar bola seria, além do esporte em si, também uma forma inconsciente de expressão de masculinidade. O fato de caber ao homem, pelo menos classicamente, a parte ativa de um relacionamento sexual, isso teria seu equivalente no jogo de Futebol, pois o jogador age de forma atuante e vigorosa em campo, assim como se comporta também de forma ativa no ato sexual com sua companheira. Os integrantes disputam a bola, assim como os homens buscam e disputam o sexo oposto. A forma atuante de se jogar Futebol teria como um equivalente, de forma simbólica, a sexualidade masculina.Mas por que motivo,muitos homens preferem em determinado momento, deixar suas esposas / namoradas sozinhas e jogar bola com os amigos?


Bem, uma das explicações poderia ser que, além de uma disputa com outros em torno de uma conquista, neste caso, a vitória no jogo, poderíamos considerar também que o grupo de homens reunidos no Futebol, seria uma procura pelos seus semelhantes, como forma necessária de identificação com outros do mesmo sexo, um "Clube do Bolinha". A identificação é um mecanismo necessário na personalidade das pessoas, acontecendo de várias maneiras em nosso dia-a-dia.

Foto: Jogo de futebol, http://esporte.uol.com.br/futebol/ultimas/2003/11/13/ult59u77431.jhtm.



- O que leva as crianças pequenas...

Se você já andou de trem ou foi a um parque público, já deve ter observado que as crianças, como forma de brincadeira, ficam girando em torno das barras que os passageiros se seguram nos trens ou dos postes de iluminação dos parques. Mas por que isto acontece?


As crianças em seus anos iniciais se encontram bastante voltadas para si mesmas, e são muito dependentes dos pais ou das pessoas que as criam de várias maneiras: no carinho, na educação, quando vão alimentar-se, etc. O desenvolvimento dos pequenos gira então em torno desses adultos. O ato de ficar girando em volta das barras dos trens ou de postes de luz, seria uma forma simbólica de demonstrar que as crianças se vêem como sendo centro de seu mundo, giram em torno de si, e também a dependência que elas têm em relação aos adultos que as criam, e aos outros de modo geral, para obterem aquilo de que necessitam.

Desenho de criança, www.campo.org.br/educinfan_noticias028.htm



- Salões de leitura e salas de aula

Você já reparou que ao irem a um salão de leitura grande, que os primeiros a chegarem sentam-se geralmente nos cantos da sala, perto das paredes, e não no centro do salão?

Isto acontece por que as pessoas que chegam ao salão primeiro por não querer se expor demasiadamente, usam as paredes como um dispositivo de " proteção", um apoio para se sentir mais segura, resguardada diante de um local desconhecido ou estranho. Ficando próximas às paredes, teriam simbolicamente onde se apoiar, sentindo-se seguras.


O mesmo ocorre em salas de aula onde os alunos, que por algum motivo tenham receio de seu professor, ou da aula, sentam-se em grande número na parte de trás da sala, deixando as primeiras fileiras vazias.

Foto de sala de aula, www.fec.unicamp.br/foto32.html




- Satisfação afetiva, trabalho e lazer


Uma das principais maneiras de se obter satisfação é, sem dúvida, pelo relacionamento afetivo-sexual. Mas a obtenção de prazer, como muitos pensam, não é alcançada apenas no ato sexual. Temos a possibilidade de obter satisfação também na maioria de nossas atividades diárias.

Há momentos em que as pessoas, por não estarem satisfeitas em suas vidas sexuais, podem desviar totalmente sua obtenção de prazer para outras finalidades, que não a sexual.
Essa forma de satisfação, não sexualmente falando, ocorre em uns ou outros momentos da vida das pessoas, em épocas em que o indivíduo encontra-se sem parceira (o), ou insatisfeito em seu namoro ou casamento. Pode vir a tirar prazer então, do trabalho, de afazeres domésticos ou de esportes, por exemplo.


Mas se por algum motivo, o indivíduo apenas se dedica ao trabalho, deixando de lado intencionalmente ou não sua satisfação afetiva, a cota de energia que deveria ser descarregada pelo caminho da sexualidade, e que acaba sendo absorvida por outras atividades, nem sempre é toda gasta, fazendo com que a pessoa, mesmo que satisfeita em outros momentos da vida, possa ainda assim vir a sentir falta da satisfação por via sexual.
É comum ouvirmos falar que determinada pessoa tem sucesso profissional, mas que não se dedica com mesmo empenho na área amorosa.


As pessoas devem buscar satisfação em todos os campos de nossa existência: na vida afetiva, no trabalho, na religião, em família, no lazer, etc. As pessoas não se tornam completas se obtém satisfação apenas em uma de suas atividades. A satisfação é decorrente da soma do prazer obtido em várias situações da vida. Se uma pessoa se dedica exclusivamente ao trabalho, deve repensar por que estaria deixando de lado outros momentos bons de seu dia-a-dia.

Foto pessoa relaxada, www.numina.org.br/paginas/centroestudos/artigos/artigos.htm



- Adolescência

A adolescência é conhecida pelo senso comum como sendo uma fase de dificuldades para as todos. Isto é correto, pois nesta época, os jovens passam a ter maiores responsabilidades, deixando de serem vistos vistos e de se verem como crianças. A conclusão de sua escolha sexual ( se é masculino ou feminino ), a possibilidade de dirigir um automóvel e poder votar ,o ingresso na Universidade ou no mercado de trabalho, são várias mudanças, dentre outras, em um período de tempo bastante curto.

Por estarem entrando em uma fase mais madura, muitas vezes procuram seu espaço de maneira intensa, colocando-se à vezes perante os demais de forma nem sempre necessária. Nesta época é comum os jovens andarem em grupo com outros adolescentes, pois o grupo é uma forma de ficarem juntos de seus iguais.


Foto grupo de estudantes, www.adolescentesxlavida.com.ar/adolescencia.htm



Qual, dentre outros, o motivo de muitos homens gostarem de jogar e assistir futebol?, Roedor e suas crias, O que leva as crianças pequenas..., Salões de leitura e salas de aula, Satisfação afetiva, tratrabalho e lazer, Adolescência, escritos por Márcio Felix, Psicólogo.



Domingo, Junho 11, 2006

ESCRITOS II


- Normalidade

Consideremos os presídios que existem ao redor do mundo. A maioria das pessoas que lá se encontram presas são aquelas que cometeram algum crime.




Poderíamos dizer que o maior grupo de pessoas nestes locais, ou seja, o contingente de presos, seria tido como o "normal", o mais comum nestes lugares, enquanto que os médicos, dentistas e demais funcionários que trabalhem nos presídios, e que lá estão em menor número, não seriam considerados estatisticamente como normais, por se tratarem de minoria?

Ou o normal seria o conjunto de funcionários que não se encontram lá para cumprir uma decisão judicial?


A violência que aumenta constantemente nos centros urbanos, o uso excessivo de álcool, por serem corriqueiros, seriam considerados "normais"?

Por ser bastante moldável, a idéia de normalidade muitas vezes depende do que for pré-estabelecido, do mais comum ou do que é considerado como mais aceito.


O que era moda há cinco, dez anos passados, e que estava em lojas de grife, atualmente seria considerado fora do normal de se usar e talvez causasse até certa estranheza nas ruas.

Segundo o Novo Dicionário Aurélio da Língua Portuguesa, de Aurélio Buarque de Holanda Ferreira, Editora Nova Fronteira, o significado de normal e de sua palavra derivada, norma, é:

"Normal - [Do lat. Normale] Adj. 2g. 1. Que é segundo a norma. 2. Habitual, natural......"

"Norma - [ Do lat. Norma ] S. f. 1. Aquilo que se estabelece como base ou medida para a realização ou a avaliação de alguma coisa.... 2. Princípio, preceito, regra, lei... 3. Modelo, padrão: norma de conduta, de ação..."

A Sociedade constrói padrões que seus integrantes acabam por considerar como sendo os mais corretos, os mais próximos da normalidade. Mas certos padrões, como os de riqueza, beleza, dentre muitos outros são estabelecidos várias vezes de forma irreal. Nem sempre o que foge de certa forma a estes padrões, o diferente, o menos comum, seria mesmo "anormal" Algo que seja diferente da maioria nem sempre estaria incorreto. Os padrões mudam de grupo para grupo, de um lugar para o outro. O que em um bairro pode ocorrer corriqueiramente, pode não acontecer em outro bairro de uma mesma cidade, o que não significa que um dos dois esteja mais correto. Nem sempre o pré-estabelecido, o mais comum, o que chamamos de normal é algo que realmente se possa considerar como sendo o mais ideal.

Mas devemos levar em conta a existência de uma "faixa de normalidade" até onde podemos considerar algo como sendo normal ou não. Se o que for observado ficar muito além desta "faixa de normalidade", não poderia mais ser considerado como sendo uma situação normal.


E ficamos com uma pergunta: Existiriam pessoas 100% normais?


Citemos o que Hermann Rorschach, um conhecido psiquiatra do início do século XX, escreveu em seu livro, intitulado "Psicodiagnóstico". Nele, Rorschach fala sobre o teste psicológico de sua autoria e de mesmo nome, o qual teve a possibilidade de aplicar em inúmeras pessoas. Em certo momento ele comenta sobre qual seria a maneira mais correta de uma pessoa reagir a este teste; da forma mais normal e melhor de dar as respostas ao teste.

E diz:
... Na realidade uma pessoa que reagisse deste modo seria tão normal que passaria dos limites, a ponto de não ser possível na prática considerá-la como normal! Entre meus examinandos não houve um sequer que apresentasse este "resultado normal"... ( RORSCHACH, Hermann. Psicodiagnóstico. São Paulo: Editora Mestre Jou,1967. Página 38.)

Foto de Hermann Rorschach, www.rorschach.com


- Lucro com a doença


Há casos em que alguns pacientes apresentam sofrimentos de ordem emocional, mas não têm interesse em buscar sua melhora, pois o ganho que têm por estarem doentes é maior do que fossem mais felizes emocionalmente.


Esta afirmação é estranha a princípio, mas muitos acabam se encontrando desta forma.

Peguemos por exemplo uma esposa que não receba maior atenção do marido e familiares.


Digamos que ela venha a adoecer de uma febre de longa duração, dependendo assim de outras pessoas de sua família. Ela demonstra interesse em se recuperar, mas a febre se prolonga por muinto tempo, sem motivo aparente.

Nesse caso esta condição pode estar sendo mantida pela paciente, pois ao receber a atenção de que necessitava, não teria interesse inconsciente em sua própria recuperação, de forma que continue assim a ter os carinhos e cuidados que não teria mais se deixasse de ter febre.


Nos casos de fobia em que a pessoa tem medo de sair às ruas desacompanhada ou algum receio de andar sozinho de elevador, trata-se de um medo que realmente existe, causador de muitos danos à vida do indivíduo. Mas o fato de também necessitar da companhia de outros para sair e executar suas atividades, obtendo acolhimento e atenção, não deve ser descartado.

Problemas de ordem emocional podem ter características bem sérias, gerando um grande mal-estar para quem os possui, mas a recuperação se torna mais complicada se junto disso ocorre algum ganho por se estar sofrendo, por pior que seja seu sofrimento.

Desenho lagartixa, retirado de www.poupe.zip.net/arch2004-02-01_2004-02-07.html

Normalidade, Lucro com a doença, escritos por Márcio Felix, Psicólogo.




PSICANÁLISE - SIGMUND FREUD


- Neurose

A Psicanálise é assunto bastante divulgado nos dias de hoje. Alguns de seus termos como Inconsciente, Neurose e Ego, são usados cotidianamente pelas pessoas, mesmo que nem sempre de forma correta. Ouvimos falar dela em jornais, revistas, filmes, novelas e em outros meios de comunicação. Mas você sabe como se originou a Psicanálise?

Voltemos ao final do Século XIX. Verificamos que a sociedade daquela época era demasiadamente conservadora em relação aos costumes e comportamento dos seus integrantes. Por causa disso, o momento se mostrou propício para que houvesse mudanças que rompessem com o que estava estabelecido até então.
Nessa época ocorreu o florescimento de novas idéias, novos conceitos, novos modos de encarar a maneira de viver e criticar a sociedade instituída, tais como a invenção do cinema, modificações no modo de dançar, um desenvolvimento cada vez maior na tecnologia e nas outras ciências.O método de Sigmund Freud para trabalhar a neurose de seus pacientes foi também fruto daquele tempo.

Freud, como algumas pessoas não sabem, iniciou seus estudos na carreira de médico neurologista, sua formação acadêmica. Mas durante seu trabalho, verificou que certos sintomas apresentados por alguns pacientes não tinham como explicação uma causa física. Em determinados tipos de paralisia por exemplo, em certo casos, toda parte física demonstrava bom funcionamento, mas mesmo assim, esses pacientes não conseguiam andar.

Uma maneira de remover esse tipo de sintoma, utilizada por certos médicos daquele tempo, seria pelo uso da hipnose, fazendo que os pacientes que sofriam desse mal voltassem a se movimentar. Freud começou o tratamento desses e de outros sintomas com o método hipnótico, que de início pareceu ideal, mas se mostrou insuficiente posteriormente. Nem todos podiam e se deixavam hipnotizar. Seus resultados também não demonstravam efeitos duradouros. O método tinha assim curto alcance.

Mas como remover então os sintomas de quem tinha medo de sair de casa, de freqüentar lugares públicos, de cavalos e de viagens de trêm, dentre outros?

No decorrer do contato com seus pacientes, Freud observou que algumas palavras ditas por eles pareciam a princípio estranhas, de difícil compreensão de como teriam surgido, mesmo por quem as pronunciava. De onde elas viriam?

Ele verificou que tais palavras vinham de um lugar onde ficam armazenadas, um lugar fora da consciência, não definido pela ciência até então, o qual Freud chamou de INCONSCIENTE. Este lugar sempre existiu na mente das pessoas; coube a Freud "apenas" identificá-lo.

Verificou no decorrer de seus estudos também que os sonhos, os pequenos esquecimentos que possam ocorrer durante o que é falado, brincadeiras e trocadilhos que fazemos no nosso dia-a-dia, são algumas outras maneiras que o Inconsciente das pessoas encontra para se manifestar.

Mas para o tratamento da neurose dos pacientes, qual seria a importância do Inconsciente se manifestar?

A importância se dá pelo fato do Inconsciente ter informações armazenadas, que foram subtraídas da mente em determinada época da vida das pessoas e guardadas no Inconsciente, afastadas por terem causado desprazer ao indivíduo. No decorrer do tratamento, conversando com seu Analista, o material subtraído vem à tona.

Neste instante, abre-se espaço para uma pergunta:

Já que as informações foram afastadas pela mente do indivíduo por não terem sido consideradas boas, seria ideal que elas voltassem à Consciência da pessoa?


Sim. Quando olhamos em um aparelho de microscópio, um simples inseto pode parecer ameaçador, mas não passa de algo pequeno ampliado várias vezes. Isso também ocorre com os fenômenos da mente. O que em alguma época do passado da pessoa foi percebido como desagradável e por isso subtraído de sua mente, no decorrer na Análise volta à tona, verificando-se que mesmo sendo algo de difícil aceitação, foi considerado ameaçador apenas no passado do indivíduo, não tendo a mesma intensidade na atualidade.

O paciente tem a possibilidade assim de falar sobre seu sofrimento, modificando sua forma de interpretá-lo. Com o tempo, terá melhores chances de lidar com o que se tornou um problema, de forma que não seja mais um grande obstáculo em sua vida. Não é buscada a idéia de "cura", pois esta seria algo fantasioso, utópico, e sim uma melhor forma de viver.


Foto de Sigmund Freud, www.pbs.org/newshour/bb/health/july-dec99/freud_11-4.html



- Influências e Seguidores

Sigmund Freud demonstrou interesse, no início de seus trabalhos como médico, pelo estudo da hipnose. Movido por este interesse, ele se dirigiu à França para aprender o método com Charcot, o médico que mais dominava o assunto naquele tempo. Posteriormente Freud traduziu alguns livros de Charcot, o que revelava sua facilidade na escrita também em outras línguas, rendendo-lhe ainda prêmios como escritor.



Posteriormente recebeu influências de outro colega, Josef Breuer, que utilizava a hipnose para aliviar determinados sintomas de pessoas doentes. Depois de algum tempo trabalhando em conjunto, Freud e Breuer se desentenderam do ponto de vista teórico, o que levou Freud a seguir caminho sozinho.

Após o rompimento da parceria de estudos com Breuer, Freud prosseguiu por mais de dez anos sozinho, trocando cartas com outro médico, Wilhelm Fliess, que naquela época acreditava na ligação dos órgãos genitais das pessoas com o aparelho olfativo. Esta ligação realmente existente, mas a nível simbólico, não biológico.


Com o passar dos anos e com o aumento do prestígio do método que criou, a Psicanálise, Freud angariou atenção de vários outros médicos, tais como Carl Abraham, Alfred Adler, Ernest Jones ( que posteriormente seria o autor da biografia do próprio Freud ) Sandor Ferenczi, Otto Rank, Hanns Sachs e Carl G. Jung, este último o primeiro do grupo que não era de origem judaica e o escolhido até certa época por Freud para ser seu sucessor.


Com o início da Segunda Guerra Mundial, Freud foi obrigado a deixar Viena, a cidade onde morou durante muitos anos devido às perseguições que os judeus começaram a sofrer, indo morar por um ano na Inglaterra, onde veio a falecer em 1939.

A obra de Sigmund Freud é traduzida em várias línguas, além do original em alemão, tendo versão atual editada no Brasil 24 volumes, sendo 23 volumes com escritos e 1 volume de índices e biografias.

No ano de 2004 iniciou-se a publicação no Brasil das Obras Psicológicas de Sigmund Freud, com a tradução da obra do original alemão para o português. As traduções anteriores eram feitas da lingua inglesa para o português, o que dava margem a interpretações equivocadas dos escritos de Freud, pois a edição inglesa já se tratava da tradução da Obra em alemão. O Volume Um (2004)desta nova tradução editada pela IMAGO traz os seguintes trabalhos: "Formulações sobre os Dois Princípios do Acontecer Psíquico" de 1911, "Algumas Observações sobre o Conceito de Inconsciente na Psicanálise" de 1914, "À Guisa de Introdução ao Narcisismo" de 1914, "Pulsões e Destinos da Pulsão" de 1915, e "O Recalque", também de 1915. O Volume Dois (2006) traz os seguintes trabalhos: " O Inconsciente" de 1915, "Suplemento Metapsicológico à Teoria dos Sonhos" de 1917, "Luto e Melancolia" de 1917 e "Além do Princípio do Prazer" de 1920. Ambos volumes já se encontram em livrarias no Brasil.

Neurose, Influências e Seguidores, escritos por Márcio Felix, Psicólogo.


- CRONOLOGIA DA VIDA DE SIGMUND FREUD

1856 - Nasce Sigmund Freud no dia 6 de maio, filho de Jakob Freud e Amalie Nathansohu, em Freiberg, na Morávia.

1859 - A família Freud muda-se para Leipzig.

1860 - A família Freud transfere-se para Viena, na Pefeffergasse.
Emmanuel e Phillip, seus meio-irmãos, emigram para a Inglaterra.

1865 - A família muda para Kaiser Josefstrasse, devido ao nascimento de mais seis crianças.

1866 - Nasce Alexandre Freud, irmão de Sigmund.

1872 - Sigmund Freud passa suas férias em Freiberg, onde se apaixona por Gisela Fluss.

1873 - Sigmund gradua-se com distinção e inscreve-se na Faculdade de Medicina de Viena.

1874 - Freud visita seus irmãos na Inglaterra.

1876 - Passa um breve estágio em Trieste, na Itália, na Estação Zoológica Experimental.

1877 - Ingressa no Instituto de Fisiologia.

1878 - Publica seu primeiro trabalho no Bulletin da Academia de Viena.

1879 - Presta serviço militar em Viena. É condenado a um mês de prisão por faltar ao serviço médico militar.

1881 - Gradua-se médico com a classificação de "excelente". Continua seu trabalho no Instituto de Fisiologia.

1882 - Conhece Martha Bernays.

1882 - Fica oficialmente noivo.

1884 - É nomeado Sekundararzt na Clínica Psiquiátrica de Meynert.
Estuda as propriedades terapêuticas da cocaína.

1885 - É nomeado Privatdocent da Universidade de Viena.
Em outubro viaja para Paris e freqüenta os cursos de Charcot.

1886 - Abre seu primeiro consultório em Viena.
No dia 13 de setembro casa-se com Martha Bernays.

1887 - Nasce sua primeira filha, Matilde.

1889 - Viaja para Nancy, onde frequënta os cursos de Bernheim sobre hipnose.
Nasce seu segundo filho, Jean Martin.

1891 - Nasce seu terceiro filho, Oliver.
Muda-se com a família para a casa da Berggasse 19.
Publica seu primeiro livro, "Afasia".

1892 - Nasce seu quarto filho, Ernest.

1893 - Nasce sua quinta filha, Sophie.

1895 - Nasce sua última filha, Anna. Publica "Estudos sobre a histeria".

1896 - Morre herr Jokob Freud.

1897 - Publica "A sexualidade na etiologia das neuroses".

1899 - Escreve "A interpretação dos sonhos", publicada com a data de 1900.

1901 - Viaja para Roma.

1902 - É nomeado professor.

1904 - Escreve "A psicopatologia da vida cotidiana".

1905 - Escreve "O chiste e sua relação com o inconsciente" e "Três ensaios sobre a teoria da personalidade".

1907 - Encontra Carl Gustav Jung.

1909 - Viaja para os Estados Unidos, juntamente com Jung e Ferenczi, onde pronuncia uma série de conferências.

1910 - Funda a Associação Psicanalítica Internacional, junto com Jung, Abraham, Sachs, Rank, Jones e Ferenczi.

1911 - Primeiras discórdias entre seus seguidores.

1912/1913 - Escreve e publica "Totem e tabu". Briga com Jung.

1914/1918 - Corta definitivamente suas relações com Jung.
Apóia a declaração de guerra da Áustria, que dá início à Primeira Guerra Mundial.
Morre seu irmão Emmanuel.
Martin e Oliver combatem na frente italiana.

1920 - Escreve "Além do princípio do prazer". Morre Sophie Freud.

1921 - Escreve "Psicologia de grupo e análise do ego".

1923 - É atacado por um câncer no maxilar.

Morre Heinerle, seu neto favorito, filho de Sophie.

Escreve "O ego e o id".

1926- Escreve a "Autobiografia"e "Inibição, sintomas e angústia".

1927/1937 - Luta contra o câncer na boca, submetendo-se a 33 intervenções sirúrgicas.

1938 - Deixa Viena por causa das perseguições anti-semitas, encontrando refúgio na Inglaterra.

1939 - Morre Sigmund Freud, no dia 23 de setembro, em Londres.



Quarta-feira, Abril 05, 2006

PSICANÁLISE - JACQUES LACAN


O estudo da mente humana possue um grande divisor de águas que foi o Psicanalista austríaco Sigmund Freud . Sua obra sem dúvida alguma tem influência sobre os estudiosos da mente humana até os dias de hoje. Mas Freud, apesar de ter estudado e escrito sobre a Psicose - como "O Caso Schereber", acreditava que aquela não seria tratável através de um processo psicanalítico. O sujeito psicótico não realizaria o mecanismo da transferência, que é algo indispensável em uma tratamento psicanalítico. Este tipo de paciente, por estar em estado bastante regredido em sua vida mental, seria por demais voltado para si mesmo, não conseguindo perceber assim de maneira ideal os demais. Como o mecanismo da transferência é uma relação do paciente com o terapeuta que necessita da percepção correta do outro, estes indivíduos não seriam, a princípio, tratáveis.

Alguns anos mais tarde, Jacques Lacan efetuou uma nova quebra de paradigma com seu estudo sobre a Psicose. Para Lacan, a Psicose tem a possibilidade real de ser tratável em processo psicanalítico, e os pacientes com esta afecção realizam a relação transferêncial, só que de maneira diferente dos neuróticos.

O inconsciente destes pacientes se manifesta de forma maciça, diferente do inconsciente dos neuróticos, que se apresenta através da associação livre, atos falhos, chistes, sonhos. No Psicótico o inconsciente não está submerso, de certa forma escondido em sua mente, como nos neuróticos. Está aflorado em tudo o que a pessoa pensa e faz. Este tipo de paciente tem um pensamento concreto e rígido, diferente do neurótico, que apresenta uma estrutura mais flexível que aquele.



Jacques Lacan, www.casadellibro.com



- BIBLIOGRAFIA DE JACQUES LACAN

A Bibliografia abaixo foi retirada do livro "O Sujeito Lacaniano", de Bruce Fink. Jorge Zahar Ed. , 1998., páginas 241-242, sendo de grande utilidade para quem pretende estudar os Escritos do Psicanalista Jacques Lacan.

"... Jacques Lacan
Escritos (Paris, Seuil, 1966), Rio de Janeiro, JorgeZahar, 1998 [Écrits: A Selection,
trad. Alan Sheridan, Nova York, Norton, 1977. Trad. completa em inglês por John
Forrester, Nova York, Norton, 1988.

1953-54 O Seminário, livro l. Os escritos técnicos de Freud 1979.

1954-55 O Seminário, livro 2, O eu na teoria de Freud e na técnica psicanalítica, 1985.

1955-56 O Seminário, livro 3, As psicoses, 1985, 2a ed.rev., 1988.

1956-57 O Seminário, livro 4, A relação de objeto, 1995.

1957-58 Le Séminaire, livre V, Les formations de 1'inconscient, inédito.

1958-59 Le Séminaire, livre VI, Le désir et son interprétation, Ornicar?, 24,
1981, 7-31; 25, 1982, 13-36; 26/27, 1983, 7-44. As três sessões finais trad. por James Hulbert como "Desire and the interpretation of desire
in Hamlet", Yale French Studies, 55/56, 1957, 11-52.

1959-60 O Seminário, livro 7, A ética da psicanálise, 1988.

1960-61 O Seminário, livro 8, A transferência, 1992.

1961 Le Séminaire, livre IX, L' identification, inédito.

1962-63 Le Séminaire, livre X, L'angoisse, inédito.

1963 O Seminário, livro 11, Os quatro conceitos fundamentais da psicanálise, 1979, 2a ed.rev., 1995.

1964-65 Le Séminaire, livre XII, Problèmes cruciaux pour la psychanalyse, inédito.

1965-66 Le Séminaire, livre XIII, L 'objet de la psychanalyse, inédito.

1966-67 Le Séminaire, livre XIV, La logique du fantasme, inédito.

1967-68 Le Séminaire, livre XV, L 'acte psychanalytique, inédito.

1968-69 Le Séminaire, livre XVI, D 'un Autre à l'autre, inédito.

1969-70 O Seminário, livro 17, O avesso da psicanálise, 1992.

1970-71 Le Séminaire, livre XVIII, D'un discours qui ne serait pás dii semblant, inédito.

1971-72 Le Séminaire, livre XIX,... ou pire, inédito.

1972-73 O Seminário, livro 20, Mais. ainda, 1982, 2a ed.rev., 1989.

1973-74 Le Séminaire, livre XXI, Les non-dupes errent, inédito.

1974-75 Le Séminaire, livre XXII, R.S.L, Ornicar?, 2, 1975, 87-105; 3, 1975,
95-110,4,1975,91-106; 5,1975,15-66.

1975-76 Le Séminaire, livre XXIII, Le sínthome, Ornicar?, 6, 1976, 3-20; 7,
1976,3-18; 8,1976,3-20; 7,1976,3-18; 8,1976,6-20; 9,1977,32-40;
10,1977,5-12; 11, 1977,2-9.

1976-77 Le Séminaire, livre XXIV, L'insu que sait de l'une-bévue, s'aile à mourre, Ornicar?, 12/13, 1977, 4-16; 14, 1978, 5-9; 16, 1978, 7-13,
17/18, 1979,7-23.

1977-78 Le Séminaire, livre XXV, Le moment de conclure, Ornicar?, 19, 5-9.

1978-79 Le Séminaire, livre XXVI, La topologie et le temps, inédito.

1980 Le Séminaire, livre XXVII, Dissolution!, Ornicar?, 20/21, 9-20;
22/23, 1981,714.

Da psicose paranóica em suas relações com a personalidade (1932), Rio de
Janeiro, Forense Universitária, 1987.

"L'étourdit" (1972), Scilicet, 4, Paris, Senil, 1973.

Feminine Sexuaïíty, org. Juliet Mitchell e Jacqueline Rose, Nova York, Norton,
1982.

"Joyce le symptôme I" (1975), Joyce avec Lacem, Paris, Navarin, 1987, p.24.

"O tempo lógico e a asserção de certeza antecipada", in Escritos, op.cit..

"A metáfora do sujeito", in Escritos, op.cit..

"Posição do inconsciente", in Escritos, op.cit..

"Proposition du 9 octobre 1967,sur le psychanalyse de lÉcole'" (1ª versão),
Analytica, 8, Paris, Lyse, 1978.

"Propôs sur Fhystérie", Quarto, 2, 1981.

"Radiophonie", Scilicet, 2/3, 1970.

"A ciência e a verdade", in Escritos, op.cit..

"O seminário sobre 'A carta roubada'", in Escritos, op.cit..

Televisão, Rio de Janeiro, Jorge Zahar, 1993." ...



- O Filho de Saturno, de Goya - Capa do Seminário 4, de Jacques Lacan



Sábado, Fevereiro 25, 2006

PSICANÁLISE, TÉCNICAS PROJETIVAS, TESTE PALOGRÁFICO, SONHOS

- Técnicas Projetivas

Dentre as formas do Inconsciente de uma pessoa se manifestar encontram-se aquelas descobertas pela Psicanálise. São os atos falhos ( trocar "sem querer" uma idéia que iria ser dita a inicialmente, por outra de significado inconsciente ), os chistes ( trocadilhos, jogos de palavras, que a princípio parecem sem importância, na realidade tem certa significação ) e os sonhos. A associação livre de palavras criada por Freud foi utilizada por Jung em uma prova psicológica, onde palavras faladas, a princípio ditas aleatoriamente, tem a ver com as escolhas inconscientes do indivíduo.

Além das maneiras acima, também podemos chegar ao Inconsciente de uma pessoa de outras formas, dentre elas, através dos desenhos feitos por ela. Um exemplo disso foi citado nas Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud, no início do Século XX. Trata-se de uma observação feita por Oskar Pfister de um quadro de Leonardo da Vinci, exposto no Museu do Louvre. A princípio, em um olhar despercebido, podemos observar Nossa Senhora com o Menino Jesus.



Mas ao vermos de outro ângulo, na parte mais escura da pintura, há também o desenho de um abutre. Observe.




Ilustrações: Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Vol XI. Página 107.


Este desenho dentro do desenho principal, foi manifestação de um material inconsciente de Da Vinci, onde o abutre tem como significado o símbolo da maternidade.

Manifestações do que está na mente de uma pessoa podem aparecer também em outras formas de arte, como nas esculturas,em manchas, cores, sons, etc. Testes padronizados a partir destes princípios, podem, com pequena margem de erro, dizer como funciona a mente de alguém, seu estado emocional, e com pequena margem de erro, predizer ( saber antecipadamente ) como um indivíduo pode vir a agir. Técnicas Projetivas usadas na Psicologia Clínica e na Seleção de Pessoal, como o Teste de Rorschach, o Zulliger, HTP ( Casa-Árvore-Pessoa ),TAT, CAT, dão informações ao avaliador treinado sobre como funciona a mente dos indivíduos submetidos a estes testes

Bibliografia:

ANZIEU, Didier. OS MÉTODOS PROJETIVOS. / Didier Anzieu; tradução [de] Maria Lúcia do Eirado Silva. Rio de Janeiro. Editora Campus, 1979.

FREUD, Sigmund. Obras Psicológicas Completas. Vol XI. Página 53-124. Rio de Janeiro, Imago. 1970.


- Teste de Personalidade Palográfico

O Teste Palográfico, ou "teste dos tracinhos" como é chamado por muitos que já o fizeram, é um instrumento psicológico bastante utilizado em Seleção de Pessoal. Com ele podemos observar se a pessoa avaliada pelo teste tem as características de personalidade necessárias ou não para o emprego ao qual o candidato concorre. Variadas características podem ser observadas neste teste. Gostaria de falar aqui sobre uma delas.

Pessoas que apresentam no teste resultados ligados à margem voltada à família e à mãe, como tendência a diminuir a manifestação de afeto, sendo ainda bastante econômicas financeiramente, se levarmos em conta as idéias difundidas pela psicanálise, poderiamos considerar ( falando aqui em termos teóricos ) que, dentre as demais características específicas deste tipo de margem, poderiam possuir algum distúrbio gastro-intestinal, pois levando em conta a relação prevista pela Psicanálise:

Dinheiro=Fezes=Bebê



Pessoas econômicas financeiramente poderiam, em alguns casos, ter também alguma disfunção no funcionamento digestivo, pois, deduzindo:

Economia financeira e de afeto=Retenção do bolo fecal



Sonhos

Como foi dito anteriormente, o Inconsciente mantém informações de fatos ocorridos em nossas vidas, que nos causam certo desconforto, afastados de nossas mentes. Ao dormirmos, o mecanismo que mantém esse conteúdo indesejado de idéias distante (repressão) se enfraquece, permitindo que o que se encontra longe de nosso conhecimento consciente venha à tona durante os sonhos.

O fato de que nem sempre compreendermos os sonhos, se dá justamente pela deformação que este mecanismo efetua. A censura ao material subtraído da consciência diminui, mas ainda atua sobre ele, deformando e tornando os sonhos incompreensíveis para a maioria.


O sonho também tem a função de manter-nos dormindo o maior tempo possível, de forma que nosso descanso não seja prejudicado. Por esse motivo, quando ocorre algo próximo a quem dorme que possa vir a atrapalhar o sono da pessoa, se esse elemento não acorda realmente o indivíduo, este elemento acaba incorporado ao sonho, para que não sejamos interrompidos no ato de dormir.


Quando está chovendo ou ao tocar um telefone, podemos acrescentar tais barulhos ao sonho, para que continuemos a dormir, sonhando com chuva ou que recebemos uma ligação.

Também ao dormirmos o fato de sonharmos que já estamos acordados, e que estamos de pé por exemplo, é uma forma de diminuirmos nossa ansiedade de não termos acordado realmente como gostaríamos. Pensamos: Bem, já que (no sonho) estou acordado e já me levantei, posso ficar deitado e dormir mais um pouco, então.





Gravura:Sonho, www.thedaydomain.net/Fineart/HTML_Files/dream.html



Técnicas Projetivas, Teste Palográfico, Sonhos, escrito por Márcio Felix, Psicólogo.





PSICANÁLISE E DESENVOLVIMENTO PSICO-SEXUAL


DESENVOLVIMENTO PSICO-SEXUAL

Desde o nascimento até a morte, as pessoas vão se desenvolvendo física e mentalmente, passando do momento que se é criança, para a fase da adolescência, posteriormente para a vida adulta, finalmente chegando à velhice. Assim como no desenvolvimento físico e o intelectual, amadurecemos também na esfera psíquica-sexual, evoluindo de fase em fase até o amadurecimento total do sujeito. Em cada uma dessas fases, existe uma fixação em determinada zona erógena, até que finalmente a forma de obtenção de prazer se situa no órgão sexual dos indivíduos. Mas para isso acontecer, precisamos vivenciar outras fases anteriormente, desde criança à adolescência, que segundo Sigmund Freud, são as seguintes:

Fase Oral

Nesta fase, o bebê obtém seu sustento vital/alimentação, através da boca. Neste momento ele não sabe que há uma separação entre o seu corpo e o de sua mãe, achando que tudo é um único corpo só, assim como não diferencia as divisas de seu corpo com o resto do mundo. Quando bebês temos como forma de obtenção de prazer o ato de nos alimentarmos, sendo prazeroso quando sugamos o seio de nossas mães, sendo este sentir de sugar o seio, dentre os outros, a maneira de contato com o mundo, ou seja, através da mucosa bucal. Mais tarde a criança também tem prazer ao morder o que vê pela frente, sendo algo também característico desta fase. A satisfação que as pessoas têm quando adultas em beijarem-se, é decorrente desta época inicial de nossas vidas.

Fase Anal

Nesta fase as crianças têm prazer no ato de prender e/ou evacuar suas fezes. Ela neste instante já diferencia o que é ela (criança) e o que é o mundo externo. O prazer com a mucosa da boca continua existindo, mas prevalece neste momento o prazer ligado à evacuação. Muitas vezes esta fase é dotada de um ritual, onde os pais acompanham e torcem para que seu bebê faça suas necessidades, e para a criança suas fezes seriam como um primeiro presente, sendo dado aos seus pais. A criança pode usar deste ato para controlar seus pais, retendo suas fezes como forma de deixar seus pais preocupados, obtendo assim maior atenção destes. Ou ainda, se a criança, do ponto de vista da mãe, agir corretamente e defecar, receberá um elogio desta, tendo assim um "lucro" por ter defecado, o elogio. Pessoas que na fase adulta são muito avarentas com seu dinheiro, quando crianças têm grandes chances de terem sido controladoras em relação à suas fezes.

Fase Fálica

Tanto o menino quanto a menina neste momento não reconhecem ainda a diferenciação anatômica (genital) entre os sexos, sendo que os dois reconhecem apenas a presença do falo ( pênis + capacidade/poder) como órgão único para os dois sexos. As diferenças genitais são negadas nesta época. Depois de certo tempo, ainda nesta fase, as crianças começam a perceber suas diferenças anatômicas através das observações do dia-a-dia. Psicanaliticamente, o menino, detentor do falo, vai se sentir engrandecido, possuidor de maior potencialidade que a menina, justamente por ter o pênis. Já a menina vai se sentir inferiorizada, pois não possui também este instrumento de poder (falo). Aí entra uma pergunta: Por que geralmente não lembramos bem das fases iniciais de nossas infâncias? Isso se dá por que a percepção da presença ou não do pênis é algo sério na vida de todos, que a partir da conclusão da existência do pênis como apenas um dos órgão sexuais possíveis, a partir de uma castração simbólica efetuada pelos pais, censuramos a maioria das lembranças destas três fases, não nos lembrando muito como era nossa vida antes dos cinco, seis anos de idade.


Período de Latência

A partir deste momento as crianças deixam de lado os interesses sexuais, se preocupando com o mundo de forma geral, com a sua socialização. Diminui aí o interesse pelas questões sexuais, que voltará no período seguinte.


Fase Genital

Aos dez/onze anos de idade, as crianças voltam a demonstrar interesse maior por questões sexuais. A castração simbólica ocorrida durante a Fase Fálica vai agora direcioná-las à procura pelo sexo oposto fora de seus lares de origem. Com o amadurecimento do organismo, que nem sempre é acompanhado por amadurecimento mental, vem a possibilidade dos adolescentes terem relações sexuais de forma efetiva; o que antes ocorria apenas no plano imaginário, agora pode se realizar concretamente, fora apenas de suas imaginações e desejos.


FIXAÇÃO EM FASES DO DESENVOLVIMENTO PSICO-SEXUAL.

Segundo Sigmund Freud, os problemas emocionais são causados por uma fixação em uma das fases do desenvolvimento psico-sexual situada antes da fase fálica. Sendo geralmente muito difícil que escapemos de tal fixação em alguma dessas fases, todos sofrem, pelo ponto de vista da Psicanálise, de algum problema de ordem emocional. Tais fixações distribuem os seres humanos em três tipos de sujeitos, ou seja, o neurótico, o psicótico e o perverso. Mesmo a pessoa mais bem-resolvida seria portadora, pelo menos, de alguma neurose.

Mas existem problemas emocionais maiores e outros menores. Os problemas emocionais que podem atrapalhar muito as pessoas em seu dia-a-dia são os que a Saúde Mental deve trabalhar, não os que fazem o ser humano viver uma existência emocional com poucas, mas suportáveis atribulações. Quando estão em momentos de maiores crises do ponto de vista emocional, as pessoas podem procurar ajuda em um tratamento psicanalítico, ou, se necessário, em tratamento psicanalítico junto a tratamento médico.



Desenvolvimento Psico-Sexual e Fixação em Fases do Desenvolvimento Psico-Sexual, escritos por Márcio Felix, Psicólogo.


PSICANÁLISE E A CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS


A tabela abaixo procura demonstrar a relação dos transtornos emocionais classificadas por Sigmund Freud no início do século XX com a atual CLASSIFICAÇÃO INTERNACIONAL DE DOENÇAS, o CID-10, que ao lado do DSM-IV, é um código que procura classificar as doenças emocionais no homem.


O quadro de "Equivalência da Classificação de Freud em 1924 com a atual classificação do CID-10", foi elaborado pela Professora de Psicologia, Márcia Vasconcellos, Pós-Graduada em Psicanálise. A Psicóloga Márcia Vasconcellos realiza cursos preparatórios para concursos públicos a profissionais da área de psicologia. Mais detalhes, clique aqui.



PSI o que?

Publicado na edição nº 258, de março de 2005 da revista SAÚDE É VITAL, página 64. Editora Abril. Reportagem de JULIANA PARENTE.



"Psicólogo, Psicanalista ou Psiquiatra, antes de decidir a qual dos três pedir ajuda, saiba as diferenças entre eles:

O primeiro fez faculdade de psicologia e está apto a trabalhar com qualquer tipo de terapia, incluindo psicanálise. Já os psicanalistas são profissionais de qualquer área - psicólogos, médicos, pedagogos etc. - que fizeram um curso específico sobre o modelo de análise criado por Freud. Por fim, os psiquiatras são médicos ... e os únicos aptos a receitar medicação durante um processo psicoterápico."


E, segundo o "Vocabulário da Psicanálise" de Laplanche e Pontalis ( Editora Martins Fontes - São Paulo - 2001. Página 393 ) :


A) No sentido amplo, qualquer método de tratamento dos distúrbios psíquicos ou corporais que utilize meios psicológicos e, mais precisamente, a relação entre o terapeuta e o doente: a hipnose, a sugestão, a reeducação psicológica, a persuasão, etc; neste sentido, a psicanálise é uma forma de psicoterapia.

B) Num sentido mais restrito, a psicanálise é muitas vezes contraposta às diversas formas de psicoterapia, e isto por uma série de razões, particularmente a função primordial da interpretação do conflito inconsciente e a análise da trasferência que tende à solução desse conflito.

C) Sob o nome de "psicoterapia analítica" entende-se uma forma de psicoterapia que se apóia nos princípios teóricos e técnicos da psicanálise, sem todavia realizar as condições de um tratamento psicanalítico rigoroso.



PSIQUIATRIA I






Gravura de Philippe Pinel (1745 - 1826) no atendimento de seus pacientes.





REFORMA PSIQUIÁTRICA NO BRASIL


- Reforma Psiquiátrica

Os Hospitais Psiquiátricos já há algum tempo não são considerados como a melhor forma de tratar a doença mental. Este tipo de internação agrava o estado do paciente, causando assim comprometimentos maiores.


A Reforma Psiquiátrica Brasileira avançou longos passos no ano de 2001, com a promulgação da lei do Deputado Paulo Delgado, que determina a extinção gradativa dos Hospitais Psiquiátricos, sendo substituidos por outras formas de atendimento, tais como CAPS, clubes de lazer assistido, locais de trabalho protegido, associações de pacientes e familiares, etc. Nestes locais, os portadores de doença mental podem passar o dia em vários tipos de atividades terapêuticas, indo dormir à noite em suas casas.



Paulo Delgado, autor do projeto da Lei de Reforma Psiquiátrica


Segue abaixo a Lei nº 10.216, que trata deste e de outros assuntos pertinentes a quem tem sofrimento psíquico, seus parentes e para a sociedade em geral.

- Lei nº 10.216, de 6 de abril de 2001 - Dispõe sobre a proteção e os direitos das pessoas portadoras de transtornos mentais e redireciona o modelo assistencial em saúde mental.

O PRESIDENTE DA REPÚBLICA.
Faço saber que o Congresso Nacional decreta e eu sanciono a seguinte Lei:

Art. 1º Os direitos e a proteção das pessoas acometidas de transtorno mental, de que trata esta Lei, são assegurados sem qualquer forma de discriminação quanto à raça, cor, sexo, orientação sexual, religião, opção política, nacionalidade, idade, família, recursos econômicos e ao grau de gravidade ou tempo de evolução de seu transtorno, ou qualquer outra.

Art. 2º Nos atendimentos em saúde mental, de qualquer natureza, a pessoa e seus familiares ou responsáveis serão formalmente cientificados dos direitos enumerados no parágrafo único deste artigo. Parágrafo único. São direitos da pessoa portadora de transtorno mental:

I - ter acesso ao melhor tratamento do sistema de saúde, consentâneo às suas necessidades;

II - ser tratada com humanidade e respeito e no interesse exclusivo de beneficiar sua saúde, visando alcançar sua recuperação pela inserção na família, no trabalho e na comunidade;

III - ser protegida contra qualquer forma de abuso e exploração;

IV - ter garantia de sigilo nas informações prestadas;

V - ter direito à presença médica, em qualquer tempo, para esclarecer a necessidade ou não de sua hospitalização involuntária;

VI - ter livre acesso aos meios de comunicação disponíveis;

VII - receber o maior número de informações a respeito de sua doença e de seu tratamento;

VIII - ser tratada em ambiente terapêutico pelos meios menos invasivos possíveis;

IX - ser tratada, preferencialmente, em serviços comunitários de saúde mental.

Art. 3º É responsabilidade do Estado o desenvolvimento da política de saúde mental, a assistência e a promoção de ações de saúde aos portadores de transtornos mentais, com a devida participação da sociedade e da família, a qual será prestada em estabelecimento de saúde mental, assim entendidas as instituições ou unidades que ofereçam assistência em saúde aos portadores de transtornos mentais.

Art. 4º A internação, em qualquer de suas modalidades, só será indicada quando os recursos extra-hospitalares se mostrarem insuficientes.

§ 1º O tratamento visará, como finalidade permanente, a reinserção social do paciente em seu meio.

§ 2º O tratamento em regime de internação será estruturado de forma a oferecer assistência integral à pessoa portadora de transtornos mentais, incluindo serviços médicos, de assistência social, psicológicos, ocupacionais, de lazer, e outros.

§ 3º É vedada a internação de pacientes portadores de transtornos mentais em instituições com características asilares, ou seja, aquelas desprovidas dos recursos mencionados no § 2º e que não assegurem aos pacientes os direitos enumerados no parágrafo único do art. 2º .

Art. 5º O paciente há longo tempo hospitalizado ou para o qual se caracterize situação de grave dependência institucional, decorrente de seu quadro clínico ou de ausência de suporte social, será objeto de política específica de alta planejada e reabilitação psicossocial assistida, sob responsabilidade da autoridade sanitária competente e supervisão de instância a ser definida pelo Poder Executivo, assegurada a continuidade do tratamento, quando necessário.

Art. 6º A internação psiquiátrica somente será realizada mediante laudo médico circunstanciado que caracterize os seus motivos.

Parágrafo único. São considerados os seguintes tipos de internação psiquiátrica:

I - internação voluntária: aquela que se dá com o consentimento do usuário;

II - internação involuntária: aquela que se dá sem o consentimento do usuário e a pedido de terceiro; e

III - internação compulsória: aquela determinada pela Justiça.

Art. 7º A pessoa que solicita voluntariamente sua internação, ou que a consente, deve assinar, no momento da admissão, uma declaração de que optou por esse regime de tratamento. Parágrafo único. O término da internação voluntária dar-se-á por solicitação escrita do paciente ou por determinação do médico assistente.

Art. 8º A internação voluntária ou involuntária somente será autorizada por médico devidamente registrado no Conselho Regional de Medicina - CRM do Estado onde se localize o estabelecimento.

§ 1º A internação psiquiátrica involuntária deverá, no prazo de setenta e duas horas, ser comunicada ao Ministério Público Estadual pelo responsável técnico do estabelecimento no qual tenha ocorrido, devendo esse mesmo procedimento ser adotado quando da respectiva alta.

§ 2º O término da internação involuntária dar-se-á por solicitação escrita do familiar, ou responsável legal, ou quando estabelecido pelo especialista responsável pelo tratamento.

Art. 9º A internação compulsória é determinada, de acordo com a legislação vigente, pelo juiz competente, que levará em conta as condições de segurança do estabelecimento, quanto à salvaguarda do paciente, dos demais internados e funcionários.

Art. 10. Evasão, transferência, acidente, intercorrência clínica grave e falecimento serão comunicados pela direção do estabelecimento de saúde mental aos familiares, ou ao representante legal do paciente, bem como à autoridade sanitária responsável, no prazo máximo de vinte e quatro horas da data da ocorrência.

Art. 11. Pesquisas científicas para fins diagnósticos ou terapêuticos não poderão ser realizadas sem o consentimento expresso do paciente, ou de seu representante legal, e sem a devida comunicação aos conselhos profissionais competentes e ao Conselho Nacional de Saúde.

Art. 12. O Conselho Nacional de Saúde, no âmbito de sua atuação, criará comissão nacional para acompanhar a implementação desta Lei.

Art. 13. Esta Lei entra em vigor na data de sua publicação.

Brasília, 6 de abril de 2001; 180º da Independência e 113º da República.

FERNANDO HENRIQUE CARDOSO.
José Gregori.
José Serra.
Roberto Brant.

Segue-se agora conto de autoria de nosso escritor maior, Machado de Assis, que trata de um asilo psiquiátrico antes da época de criação da Psicanálise. Para ler o conto "O Alienista",
CLIQUE AQUI

* - O artigo abaixo foi retirado do Site http://www.pol.org.br/noticias/materia.cfm?id=451&materia=729, acessado em 12 de outubro de 2005.



Foto: Site Psicologia On Line


" 07.10.2004

NÃO À UTILIZAÇÃO DE ELETROCHOQUES (ECT) NO TRATAMENTO DE PORTADORES DE SOFRIMENTO MENTAL

Os usuários de saúde mental, ao definirem a Carta de Direitos e Deveres dos Usuários, em 1993, posicionam-se contra o uso do eletrochoque.

Também a III Conferência Nacional de Saúde Mental aprovou Moção exigindo o fim do uso do ECT em portadores de sofrimento mental.

A despeito disso, ainda permeia, no discurso psiquiátrico, a tentativa de reabilitação desta prática desumana, com base em preceitos meramente técnicos.

A discussão preponderante, no entanto, é : esta não é uma questão técnica, mas ética!

Os usuários não querem mais esta técnica, não a aceitam de forma alguma!

Cabe à Psiquiatria pesquisar e encontrar recursos e técnicas eficazes e humanas de tratamento do sofrimento psíquico!

Os usuários de saúde mental estão convencidos e estão gritando para a sociedade que o eletrochoque é um método obsoleto, retrógrado, violento e indesejável. A Psiquiatria, ao enfatizar o uso do ECT , retroage a métodos, secularmente ultrapassados, de tratamento comprovadamente violentos, que remontam aos tratos com a saúde de princípios do século passado: a evolução desejada dos métodos, deve ser aliada à ética; ciência sem ética mata! O ECT é violento e indesejável.

Eletrochoque?! Não, obrigado!
... imagine na sua cabeça!

Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios / BA
Movimento dos Usuários da Saúde Mental / BA
Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial
Apoio: Comissão Nacional de Direitos Humanos do Conselho Federal de Psicologia."



* - O artigo abaixo foi retirado do Site http://www.pol.org.br/noticias/materia.cfm?id=451&materia=729, acessado em 12 de outubro de 2005.



Foto: Site Psicologia On Line


" 10.10.2005

CARTA ABERTA AOS PROFESSORES ( E ALUNOS ) DA DISCIPLINA DE PSICOPATOLOGIA


Senhores professores,
Senhores alunos,

Supondo que o móvel daqueles que ensinam e dos que querem aprender, no ambiente de uma universidade, esteja calcado numa relação sincera e ética para com este objetivo, entendemos adequado e oportuno dirigirmos a vocês as nossas interpelações sobre as práticas adotadas no ensino da disciplina de Psicopatologia, que tem como modalidade a apresentação do enfermo, ou a chamada entrevista psicopatológica, a qual pressupõe a utilização dos pacientes selecionados entre internos em hospitais psiquiátricos, que são submetidos ao escrutínio do professor, diante de um grupo de aprendizes, para o assinalamento dos sintomas e dos quadros psicopatológicos.

Não faz mal lembrar a todos que hoje se encontra sobejamente documentada e disponível a todos uma vigorosa produção bibliográfica de natureza histórica, profundamente reveladora das opressivas condições sociais possibilitadoras da produção dos saberes e práticas médico-psicológicas acerca da loucura. De tal produção fica patente, sem pretender julgar moralmente o passado, que estes saberes e práticas, ainda que produzidos por motivações supostamente humanitárias, foram constituídos num regime de poder e opressão, segregador e silenciador da loucura, com forte compromisso com a ordem social, em detrimento ao respeito aos direitos e à dignidade dos supostos beneficiários do seu desenvolvimento. Marcada pelo signo da violência, que converteu uma parcela da humanidade em meros objetos de interesse científico, desqualificando sistematicamente todas as palavras e atos deste grupo, a produção do discurso psicopatológico como a verdade positiva sobre a sua experiência é tributária das condições institucionais do seu encarceramento manicomial, sempre justificado como necessário à boa ordem social e ao bom desenvolvimento da ciência.

Cumpre assinalar que a condenável prática de apresentação do enfermo está a priori baseada numa relação desrespeitosa com a dignidade dos sujeitos. Nesta circunstância, estes são expostos à mera curiosidade acadêmica, numa desigual e assimétrica relação de poder social, sem considerar os seus direitos à intimidade e à privacidade, servindo a interesses que não lhe beneficiam pessoalmente de qualquer modo, já que tais apresentações não se inserem em nenhuma de suas necessidades terapêuticas.

A formação que tem sido possibilitada por meio deste tipo de prática, além de questionável desde o ponto de vista ético e igualmente pedagógico - por insuficiente e infrutífera para a aprendizagem dos estudantes - encontra-se na contra-mão da política oficial da Saúde Mental do país, não respondendo às exigências da formação de recursos humanos adequados às necessidades da Reforma Psiquiátrica Brasileira.

E, neste contexto, o que é mais grave: a sua manutenção atenta frontalmente contra vários dispositivos legais, tais como o Artigo 5°, incisos III e X da Constituição Federal; o Artigo 2°, incisos II , III e VIII, e o Artigo 11° da Lei Federal 10216/2001, que dispõe sobre a proteção e os direitos dos portadores de transtornos mentais , além de agredir também a vários aspectos do que está disposto nos Princípios para a Proteção de Pessoas Acometidas de Transtorno Mental, da Organização das Nações Unidas - ONU, de 1991, e a vários dos princípios consignados na Carta de Direitos dos Usuários e Familiares de Serviços de Saúde Mental, de dezembro de 1993, além de contrariar também os aspectos previstos nas Diretrizes e Normas Regulamentadoras de Pesquisas envolvendo Seres Humanos estabelecidas pela Portaria n° 196/96, do Conselho Nacional de Saúde.

A utilização do espaço dos anacrônicos hospitais psiquiátricos como campo de prática para a formação de profissionais de Saúde Mental não mais se justifica. Frutos do empenho de vários setores da sociedade brasileira, já existem hoje no Brasil mais de 600 unidades públicas oficiais que oferecem atendimento psicossocial aos portadores de transtorno mental. Estes estabelecimentos, que têm como pilar fundamental o dever de promover a cidadania dos seus usuários, a ampliação de sua autonomia e o compromisso de contribuir decisivamente para a sua inserção social, colocam-se como o espaço privilegiado para as práticas docentes assistenciais.

Nestes serviços substitutivos, CAPS (Centros de Atenção Psicossocial), Hospitais-dia, Moradias-protegidas, Centros de Convivência, são amplas as possibilidades de práticas de ensino e produção de conhecimento sobre as dinâmicas subjetivas dos sujeitos ali atendidos, inclusive acerca dos aspectos vinculados às suas expressões sintomáticas. Entretanto, o acesso a tais expressões fica condicionado a que as mesmas não sejam tomadas como meras expressões bizarras do funcionamento psíquico do usuário, mas sim como uma ponte para a produção dos sentidos e significados organizadores de sua experiência vivida.

Nestes ambientes, certamente não serão tolerados os modos ligeiros dos contactos superficiais, utilitários e descompromissados com os sujeitos, tal como se caracteriza a prática de apresentação do enfermo que ocorre nos manicômios atualmente. Em compensação, os vínculos estabelecidos pelos professores e estudantes, com os serviços e suas clientelas excederão em muito na qualidade, o entendimento e a compreensão da dinâmica da experiência destes sujeitos em seus variados modos de expressão.

Aos estudantes, conclamamos que se rebelem contra o comodismo conservador dos mestres que insistem nesta tradição decadente e oferecem apenas uma versão caricata, institucionalmente deformada, das experiências do sofrimento humano de pessoas assim reduzidas à condição de meras cobaias para uma aprendizagem acadêmica. Rebelem-se! Não aceitem que, por injunções burocráticas, o ensino da Psicopatologia possa estar descolado das demais aprendizagens fundamentais que possibilitam a convivência e o manejo adequado das relações terapêuticas em beneficio dos sujeitos atendidos. Não aceitem o afrouxamento da Ética em prol do pragmatismo burocrático daqueles que têm a responsabilidade de organizar as condições dignas do ensino-aprendizagem. Estimamos que vocês, na condição de profissionais futuros, mobilizem-se e reivindiquem das suas Faculdades e dos seus professores o urgente estabelecimento das condições adequadas para a qualidade de um verdadeiro processo de formação.

Núcleo de Estudos pela Superação dos Manicômios/Bahia.
Rede Nacional Internúcleos da Luta Antimanicomial
Associação Brasileira de Ensino de Psicologia
Conselho Federal de Psicologia "

Clique aqui para acessar a versão em PDF da CARTA ABERTA AOS PROFESSORES ( E ALUNOS ) DA DISCIPLINA DE PSICOPATOLOGIA


Você gostaria de obter maiores informações sobre temas ligados à Psicopatologia, Enfermagem Psiquiátrica, Transtornos de Humor, Estresse, Saúde e Cultura, Epidemiologia Clínica, CID - 10, DSM - IV, dentre outros assuntos? Então visite o Site PSIQUIATRIA GERAL, que fala sobre estes e vários outros assuntos ligados à Saúde Mental. CLIQUE AQUI.



PSIQUIATRIA II


LOUCURA CONTRA A LOUCURA, por Guilherme Freitas e Tiago Carvalho. NO MÍNIMO REPORTAGEM.

SITE - NO MÍNIMO -

Retirado de
http://nominimo.ibest.com.br/notitia/servlet/newstorm.notitia.presentation.NavigationServlet?publicationCode=1&pageCode=54&textCode=21751&date=currentDate&contentType=html

Acessado em 05/04/2006.




Máquina de eletrochoque: símbolo de um passado de maus tratos.


05.04.2006 O prefeito, o vice-prefeito e o secretário de Turismo dançam de mãos dadas na Praça da Estação. É tarde de quinta-feira e os três comemoram a abertura da primeira edição do Festival da Loucura, realizado entre 30 de março e 2 de abril em Barbacena. Um dos maiores e mais cruéis pólos de internação psiquiátrica do Brasil durante o século 20, onde mais de 60 mil pacientes morreram vítimas de maus tratos e abandono, Barbacena procura lidar com a herança de violência manicomial e superar o estigma de "Cidade dos Loucos", como contou ontem Zuenir Ventura, aqui em NoMínimo..

"É como uma criança que recebe um apelido incômodo. Quanto mais ela resiste, pior. A cidade não pode querer esquecer o passado", diz o secretário de Turismo, Ralf Justino. Experiente na promoção de cidades do interior - foi um dos idealizadores da Mostra de Cinema de Tiradentes, que chegou este ano à nona edição -, Justino quer transformar a loucura em capital turístico para Barbacena.

A programação do evento misturou músicos excêntricos como Tom Zé, Hermeto Paschoal, Lobão e o indefectível cover de Raul Seixas a performances de rua, debates sobre a loucura na arte e na história e uma exposição de pinturas de pacientes psiquiátricos. Fruto de um investimento de R$ 200 mil da Prefeitura, o festival foi recebido com um misto de simpatia e críticas numa cidade que ainda tenta se reconciliar com o passado. Há quem resista, é claro.


Incrustada na Serra da Mantiqueira, Barbacena tem o clima ameno que a crença popular costuma recomendar aos convalescentes. Desde o século 19, fazendas do município servem de retiro para tísicos, diabéticos, asmáticos e todo tipo de doentes das redondezas. Em 1900, depois de perder para Belo Horizonte a disputa pelo posto de nova capital de Minas Gerais, a cidade recebeu o que na época foi considerado um prêmio de consolação: o Centro Hospitalar Psiquiátrico de Barbacena (CHPB), instalado numa fazenda que, havia décadas, recebia os parentes desajustados de famílias abastadas da região.

Nos primeiros anos, o hospital funcionava como colônia rural e o principal tratamento oferecido era o trabalho. Os pacientes estavam permanentemente ocupados nas lavouras, olarias e pequenas oficinas distribuídas pelos oito milhões de metros quadrados do manicômio. A partir dos anos 30, o crescimento demográfico das cidades, que tornou o convívio com os loucos mais intenso e menos tolerável nos centros urbanos, e a sucessão de governos autoritários, que despejavam nos sanatórios quem ameaçava ordem social vigente, provocaram um rápido inchaço da população de internos e a conseqüente deterioração das condições de vida nos hospitais psiquiátricos do país.

Os doentes chegavam ao CHPB em trens lotados, vindos de cidades e até estados vizinhos. Nos anos de superlotação, três mil e quinhentos pacientes viviam amontoados, nus. Dormiam no chão forrado de folhas, depois de a própria Secretaria estadual de Saúde sugerir, nos anos 50, a remoção dos leitos para economizar espaço. O tratamento incluía eletrochoques, encarceramento e lobotomia.

"O manicômio era o último estágio da vida do paciente. Daqui, ele geralmente só saía morto", lembra o atual diretor do CHPB, Mauro Borgo, que chegou ao hospital há 30 anos como neurologista. Cadáveres de internos deixavam o manicômio em escala industrial, vendidos a faculdades de Medicina. Livros de contabilidade descobertos recentemente registram a venda de 1850 corpos entre 1969 e 1978. O preço era tabelado: 50 cruzeiros. Borgo não culpa os médicos da época: "Eles seguiam o modelo vigente de psiquiatria, que isolava o paciente para proteger a sociedade. Felizmente, aquela realidade mudou."

O FIM DO CICLO DA LOUCURA

A luta antimanicomial, deflagrada nos anos 70 do século passado pelo psiquiatra italiano Franco Basaglia, chegou ao Brasil no final da década. Convidado para o 3o Congresso Mineiro de Psiquiatria, em 1979, Basaglia comparou médicos e funcionários de manicômios a torturadores. Naquele mesmo ano, o jornal ¿Estado de Minas¿ publicou a série de reportagens "Os porões da loucura", de Hiram Firmino, sobre as condições precárias dos hospitais psiquiátricos brasileiros. A última e mais dramática matéria denunciava o CHPB, cujos métodos de tratamento eram praticamente desconhecidos do público: "O único jornalista que tinha conseguido entrar lá, antes de mim, teve que se fingir de louco para ser recolhido na rua. Só entrei porque tive ajuda do secretário estadual de Saúde da época, que defendia o fim dos manicômios", conta Firmino. Depois das denúncias do jornalista, o cineasta Helvécio Ratton conseguiu entrar com câmeras no manicômio e mostrou, no documentário "Em nome da razão", imagens inéditas do sofrimento dos pacientes.

Ao longo da década de 80, a abertura política pôs em marcha no CHPB, como nos demais hospitais psiquiátricos do Brasil, um lento processo de desmobilização. As internações foram suspensas e as grades, removidas. Três pavilhões foram reformados para abrigar serviços de saúde pública que atendem à população em geral - durante as obras, dezenas de ossadas foram desenterradas. O número de internos diminuiu gradativamente, até atingir os atuais 300, a maioria remanescente do antigo sistema de atendimento, com seqüelas que não permitem a ressocialização. "No futuro, o hospital vai atender apenas a casos agudos. O paciente entra em crise, é internado e recebe alta alguns dias depois, como acontece em qualquer outra especialidade médica", estima o diretor do CHPB, Mauro Borgo.

Hoje, aparelhos de eletrochoque, algemas, correntes e instrumentos para lobotomia só podem ser encontrados no Museu da Loucura, criado em 1996 pelo médico Jairo Toledo, que dirigiu o CHPB entre 1986 e 1999 e hoje é vice-prefeito de Barbacena. Até agosto, o museu será reformado para comemorar o décimo aniversário. Toledo pretende transformar o antigo cemitério do CHPB no Memorial da Loucura e transferir a sede da Prefeitura para o pavilhão mais antigo do hospital: "Seria um ato simbólico. O ciclo da loucura na cidade está terminando", afirma.

Além do CHPB, restam apenas duas clínicas psiquiátricas particulares na cidade. Na última década, muitas foram desativadas por não cumprir as exigências dos novos padrões de atendimento.

O início de um novo ciclo em Barbacena foi anunciado na segunda-feira, no encerramento do Festival da Loucura. Eleita pelo Ministério da Saúde como modelo para a implantação de um novo sistema de atendimento psiquiátrico, a cidade recebeu o primeiro Núcleo de Apoio à Desinstitucionalização (Nudes) do país. O serviço promoverá a reintegração social dos internos, incentivando seu retorno às famílias e oferecendo condições para que vivam com o máximo de independência em residências supervisionadas.

"Escolhemos cidades marcadas pela velha estrutura manicomial para irradiar alternativas à internação psiquiátrica", explica o coordenador nacional de Saúde Mental do Ministério da Saúde, Pedro Gabriel Delgado.

Barbacena será referência para os próximos núcleos, que serão instalados em municípios de perfil semelhante, como Feira de Santana, na Bahia, e Paracambi, no Rio. A cidade mineira foi escolhida por ter implantado em 2000 um sistema bem-sucedido de ressocialização, que reduziu o número de internações mensais de 120 para 12 e já alojou 145 ex-internos em 22 residências, onde vivem em grupos de até oito pessoas.

Embora contem com acompanhamento diário de profissionais de saúde, os pacientes têm autonomia: alguns vivem sozinhos ou com seus parceiros, como Adelino Ferreira, de 58 anos, e Nilta Ferreira, de 45. Eles se conheceram no CHPB. Namorados há seis anos, casaram-se no final de 2005, e hoje têm uma rotina comum numa casa em Barbacena: "Vou ao açougue, à padaria. Na vizinhança todo mundo conhece a gente", conta Adelino.

TIRANDO A MÁSCARA

Formado por pacientes do CHPB em 1998 como mais um passo na lenta reintegração dos internos à sociedade, o bloco "Tirando a máscara", desfilou pelas ruas do centro da cidade, no sábado, como parte da programação do festival,. Num fim-de-semana em que muito se falou sobre loucura, esta foi a única vez em que os loucos de Barbacena, de fato, ocuparam o centro das atenções. O hino do bloco é um recado para a cidade: "Tirando a máscara, tirando a máscara / até um novo Sol raiar. / Tirando a máscara, tirando a máscara / até eu poder te encontrar".

Muitos moradores entenderam a mensagem. Aos 64 anos - 60 deles vividos em Barbacena -, o aposentado Sebastião Moraes testemunhou a mudança na relação entre a cidade e seus alienados. "Antigamente havia mais loucos aqui, mas eles não tinham bloco de carnaval. Acho que todo mundo está gostando do festival", avalia. Mas décadas de preconceito não se dissipam em um fim-de-semana: "Por que eles estão na rua?", pergunta a aposentada Maria de Almeida, 69 anos, entre curiosa e ultrajada.

Alheios à polêmica, os pacientes se divertem. Desembarcam fantasiados do ônibus do CHPB, batizado de "Lelé Tur", e atraem cerca de 200 moradores e turistas para a folia. A enfermeira Antonieta Oliveira, de 52 anos, leva pelo braço um dançarino animado: "Sempre saio no bloco, eu adoro. O João aqui também", ela diz, apontando o acompanhante, que não sabe dizer qual é seu sobrenome, que idade tem, nem há quanto tempo está internado. "Gosto muito", é tudo que diz. João aparenta 40 anos, mas provavelmente tem menos. Os medicamentos desgastam o corpo com mais eficiência que o tempo.

Cerca de 100 pacientes - apenas uma fração dos 300 que todo ano abrem o Carnaval de Barbacena - participaram do desfile. São sobreviventes de uma época em que a fronteira entre loucura e sanidade era patrulhada com violência. Como resultado, muitos têm dificuldade para falar ou mesmo para expressar emoções simples.

Pouco antes do fim do desfile, um paciente aproximou-se de uma pessoa que fotografava o bloco e agarrou sua mão. A enfermeira que o acompanha informa ser Benjamin Rodrigues, de 36 anos, interno desde 1989. É o caçula de três irmãos, todos pacientes do CHPB. Incapaz de falar, com um reduzido repertório de expressões faciais, Benjamin comunica-se como pode: guia delicadamente a mão do turista até o próprio rosto, como se pedisse para ser acariciado.

Olhando em volta, vê-se que, como ele, outros pacientes aproveitam a excursão à cidade para travar contato com os moradores: dançam, trocam abraços e sorrisos. Tocam tudo, como se quisessem levar um pouco da cidade de volta para o hospital; pedem para ser tocados, como se quisessem provar que realmente existem.


DOENÇA OU TRAÇO DE PERSONALIDADE
Psiquiatras discutem se há exagero na quantidade de diagnósticos de distúrbios mentais


Publicado na REVISTA ÉPOCA de 8 de agosto de 2005. Reportagem de Suzane Frutoso.

" - Na era dos antidepressivos, as classificações de transtornos psiquiátricos são tantas que às vezes parece existir uma doença para cada pessoa - basta escolher em qual perfil ela se encaixa. O limite entre distúrbios mentais e estados de ânimo normais tornou-se alvo de um grande debate na psiquiatria. Para muitos especialistas há um exagero na quantidade das doenças mentais diagnosticadas. Outros acreditam que qualquer possível problema deve ser classificado e tratado. Nos Estados Unidos, a discução sobre onde começam as doenças é acalorada devido à revisão do manual de diagnósticos do país, a mais importante publicação sobre o assunto.

Referências teóricas, como a do manual, podem sofrer alterações devido a um amplo estudo que está sendo realizado pela Universidade de Harvard junto com a Organização Mundial de Saúde e a World Mental Health Survey. A idéia é mapear o problema em 28 países, incluindo o Brasil. Serão cerca de 250 mil entrevistados. ...

... A importância do estudo não é deixada de lado por especialistas, mas muitos estão preocupados com o exagero dos diagnósticos. " Embora os transtornos mentais estejam em todo lugar, casos mais sérios se concentram em uma população pequena. Na pesquisa divulgada, a maioria apresenta incidência baixa", ressalta o chefe do Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina da USP, Hélio Eliks. ..."




PSICOLOGIA DA GESTALT


...."A escola gestaltica causou enorme impacto em todo o campo da Psicologia; na metade do século XX, a abordagem desta escola tinha-se tornado tão intrínseca à corrente central da Psicologia que a noção de um movimento gestáltico por si próprio deixou de existir. Uma contribuição importante dos adeptos da Gestalt, ... , refere-se à exploração da maneira como as partes constituem e estão relacionadas com um todo. Além disso, a teoria da Gestalt ofereceu algumas sugestões a respeito dos modos pelos quais os organismos se adaptam para alcançar sua organização e equilíbrio ótimos. Um aspecto desta adaptação envolve a forma pela qual um organismo, num dado campo, torna suas percepções significativas, a maneira pela qual distingue figura e fundo."... (Fadiman,1986 pag. 131)

Dependendo da estrutura da personalidade de um indivíduo e de seu estado emocional em dado instante, ele pode vir a perceber as coisas de maneira específica, dando maior atenção a um aspecto de determinada situação, vindo a deixar de perceber outros elementos que fazem parte daquela mesma situação. Existe a relação entre nosso estado emocional e como percebemos o mundo.

O mundo ao redor de nós é igual para todos, mas a forma como o percebemos depende de muitas variáveis, dentre eles, o estado emocional de cada pessoa.



O QUE VOCÊ VÊ NOS DESENHOS ABAIXO?









Desenhos de figura-fundo.


Em cada desenho, prestando maior atenção, podemos ver mais de uma figura. A forma de percebermos os acontecimentos está ligada aos nossos aspectos emocionais, em conjunto de valores pessoais, culturais, etc.




AUXÍLIO EMOCIONAL


Seguem-se abaixo alguns sites com orientações para pessoas que apresentem dificuldades com drogas ou álcool, Centro de Valorização da Vida (CVV), Neuróticos Anônimos, ou que queiram obter informações sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis ( DST ) e AIDS.

Centro de Valorização da Vida - CVV
Link para o Site dos Álcoólicos Anônimos

Abuso de álcool
Link para o Site dos Álcoólicos Anônimos

Grupos de Auto-ajuda
Link para o Site dos Neuróticos Anônimos

Uso de drogas
Link para o Site dos Narcóticos Anônimos

- Dúvidas sobre Doenças Sexualmente Transmissíveis ( DST ) - AIDS
Link para o Site do Ministério da Saúde / Programa Nacional de Doenças Sexualmente Transmissíveis - Aids




- BUSCA PSI


- Conselho Federal e Conselhos Regionais de Psicologia


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Conselho Federal de Psicologia


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CRP 01 ( Distrito Federal, Acre, Amazonas, Roraima, Rondônia )


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CRP 02 ( Pernambuco, Fernando de Noronha )


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CRP 03 ( Bahia, Sergipe )


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CRP 04 ( Minas Gerais )

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CRP 05 ( Rio de Janeiro )

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CRP 06 ( São Paulo )

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CRP 07 ( Rio Grande do Sul )

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CRP 08 ( Paraná )

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CRP 09 ( Goiás, Tocantins )

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CRP 12 ( Santa Catarina )

-
CRP 13 ( Paraíba, Rio Grande do Sul )

-
CRP 14 ( Mato Grosso, Mato Grosso do Sul )

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CRP 15 ( Alagoas )

-
CRP 16 ( Espírito Santo )


- Código de Ética Profissional do Psicólogo, Resolução do CFP Nº 010/2005

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Clique aqui


- Tabela de Honorários de Serviços Psicológicos

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- Endereços Eletrônicos de Universidades


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UFRJ

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UFF

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UERJ

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Universidade Federal do Rio Grande do Sul

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Universidade Estadual de Maringá

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Universidade Estadual de Londrina

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Universidade Estadual Paulista

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Universidade Federal de Minas Gerais

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Universidade de Lisboa

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Biblioteca Virtual em Saúde - Psicologia ( Periódicos, Monografias, Teses )

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Sistema de Bibliotecas e Informação/ SIBI/UFRJ

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Rede de Bibliotecas Universidade Estadual do Rio de Janeiro

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Divisão de Bibliotecas e Documentação PUC Rio de Janeiro

- Instituto Sedes Sapientiae - Biblioteca Maria Cristina




- Editoras e revendores de material psicológico.

( De acordo com o § 1º do Artigo 13 da Lei nº 4.119/62, qualquer material psicológico é de uso exclusivo do Psicólogo inscrito no Conselho Regional de Psicologia)


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Sistema de Avaliação de Testes Psicológicos do Conselho Federal de Psicologia

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CEPA

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Mago Psico Testes

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- Cursos de Especialização em Psicologia


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IPAF - Instituto de Psicologia Aplicada e Formação

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- Editoras de livros de Psicologia e outras publicações


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Imago Editora (Editora das Obras de Sigmund Freud)

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Jorge Zahar Editor

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III Congresso Brasileiro de Psicológica - Julho de 2007

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Núcleo de Psicanálise - Rio de Janeiro.

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Psicólogos Atendem - Atendimento Psicológico.

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Links Internacionais sobre Sigmund Freud e Psicanálise.


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Centro de Estudos Avançados em Relações Humanas ( Brasil )

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Associação Americana de Psicologia

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Guia de referência em Psicologia

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Centro de estudos em Psicanálise da Universidade de Essex

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Federação Européia de Psicoterapia Psicanalítica

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Comunidade Virtual de Educadores - Ensino.net



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